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B3 fecha 4ªfeira em campo misto em mais um dia de acomodação no mercado



A quarta-feira (24) termina com os preços futuros do milho ainda flutuando em campo misto na Bolsa Brasileira (B3), mas perdendo força ao longo do dia e finalizando com as primeiras cotações na parte negativa da tabela.

O vencimento janeiro/22 era cotado à R$ 87,67 com queda de 1,76%, o março/22 valeu R$ 86,90 com desvalorização de 2,61%, o maio/22 foi negociado por R$ 84,85 com perda de 1,16% e o julho/22 teve valor de R$ 82,83 com baixa de 0,92%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a semana está muito calma por aqui, já que quase não há compradores no mercado, já indicando que estamos chegando ao final do ano e ninguém quer carregar estoques nas costas. “É uma acomodação no mercado”, diz.

Olhando para o desenvolvimento da safra nacional, Brandalizze destaca que “nós avaliamos que a safra gaúcha já perdeu 1 milhão de toneladas, o que representa 20% do total, e as perdas podem avançar para 2 milhões, o que representaria 30% do total, uma perda muito significativa. O Rio Grande do Sul ia produzir uma safra que atenderia a demanda de 6 milhões de toneladas e agora vai precisar buscar milho de outros estados”.

O engenheiro agrônomo e consultor da Aprosoja RS, José Domingos Teixeira, relata que o cenário para as lavouras de milho no Rio Grande do Sul é o mesmo das últimas duas safras de verão: falta de chuvas e plantas apresentando problemas de desenvolvimento, justamente quando as áreas estão no período reprodutivo e necessitariam mais de umidade. “Parece que o pendão do milho afasta a chuva no Rio Grande do Sul”, comenta.

á no mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho registrou elevações nesta quarta-feira. A única desvalorização encontrada pelo levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas foi no Porto Paranaguá/PR.

Por outro lado, as valorizações apareceram em Londrina/PR, Cascavel/PR, Rio do Sul/SC, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Brasília/DF, Dourados/MS, São Gabriel do Oeste/MS e Amambai/MS.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “os negócios no mercado físico do milho estão mais travados, o que deram força para as cotações. A cotação do cereal nos EUA e também do trigo tem colaborado para uma maior firmeza dos preços no mercado físico e também nos portos”.

A SAFRAS & Mercado destaca que o mercado brasileiro de milho deve manter preços firmes. “A decisão do produtor de reter as intenções de venda do cereal, combinada da maior procura voltada à exportação devem garantir suporte às cotações”. 

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o volume de milho ofertado é menor no decorrer da semana, com o produtor optando por reduzir a fixação junto às cooperativas. “Esse movimento é mais claro no Paraná e em São Paulo. O potencial avanço das exportações é uma preocupação a ser considerada daqui até o final do ano, reforçando que o real segue operando amplamente desvalorizado, oferecendo potencial avanço dos preços nos portos no disponível”, comenta.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) perdeu força ao longo do dia e encerrou as atividades da quarta-feira com os preços internacionais do milho futuro recuando na véspera do feriado norte-americano de Ação de Graças.

O vencimento dezembro/21 foi cotado à US$ 5,79 com baixa de 0,75 pontos, o março/22 valeu US$ 5,85 com perda de 2,75 pontos, o maio/22 foi negociado por US$ 5,90 com queda de 2,75 pontos e o julho/22 teve valor de US$ 5,90 com desvalorização de 3,00 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última terça-feira (23), de 0,17% para o dezembro/21, de 0,51% para o março/22, de 0,34% para o maio/22 e de 0,51% para o julho/22.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho em Chicago diminuíram em uma realização de lucros e liquidação antes do feriado de Ação de Graças nesta quinta-feira.

“Estamos vendo uma pressão de liquidação bastante pesada antes do Dia de Ação de Graças. Mas vimos as vendas de exportação de milho e soja e isso sustentou o sentimento da demanda, que estava começando a ficar mais negativo à medida que o dólar atingia novas altas”, disse Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics.

A publicação destaca ainda que, um dólar americano mais firme também ajudou a aumentar a pressão sob os mercados.

 

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