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Produzir soja ficou mais caro: Veja quanto






 França Junior revela o que será necessário para garantir sua renda

O agricultor brasileiro está gastando mais com insumos para produzir sua soja, aponta análise da Consultoria DATAGRO. O levantamento tomou como base das relações de troca no estado Paraná, segundo maior produtor da oleaginosa no Brasil, usando os preços do mês de setembro para o grão e dados do Deral (Departamento de Economia Rural).

“Podemos identificar três grandes motivadores dessa variação negativa nas relações de troca da soja brasileira desde o ano passado: o impacto da pandemia na desestruturação da produção global de insumos; a intensa recuperação nos padrões de consumo no Brasil e em todo o mundo; e a manutenção de elevada taxa de câmbio também impactando fortemente nos preços dos insumos”, diz Flávio Roberto de França Junior, coordenador de Grãos da DATAGRO.

De acordo com a Consultoria, houve piora nas relações de troca da soja em todos os sete insumos observados: fertilizantes, ureia, sementes, calcário, óleo diesel, herbicidas e colheitadeiras na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No que se refere aos fertilizantes, por exemplo, a relação de troca passou de 13,34 sacas em setembro do ano passado para 20,57 sacas no mesmo mês deste ano, ante média histórica dos últimos 10 anos de 20,46 sacas. Isso tomando como base a formulação NPK 04-30-10. Houve ainda forte aumento na ureia desde o ano passado, de 15,28 sacas para 20,70 sacas, enquanto a média histórica é de 20,75 sacas de soja para adquirir uma tonelada do insumo.

“No caso do calcário dolomítico moído, em setembro deste ano se gastaria 0,96 saca de soja para adquirir uma tonelada, ante 0,93 saca em igual período de 2020, no entanto, neste caso ainda abaixo da média de dez anos, de 1,53 saca”, aponta a DATAGRO.

Por outro lado, destaca o levantamento, os preços das sementes voltaram a subir consideravelmente nesta temporada em relação ao ano passado. Com isso, apontam, também houve piora na relação de troca, passando de 2,18 sacas para 2,79 sacas, acima das 2,47 sacas da média de dez anos.

A DATAGRO pesquisou ainda o custo do herbicida mais usado no Brasil – e no mundo. Para adquirir cinco litros do glifosato Roundup, a troca passou de 0,72 saca em setembro do ano passado para 0,95 saca neste ano, entretanto, abaixo da média histórica de 1,13 saca.

No que diz respeito aos combustíveis, para a aquisição de 100 litros de óleo diesel a relação de troca subiu de 2,35 sacas em setembro de 2020 para 2,60 sacas no mesmo mês deste ano. A média plurianual é de 3,95 sacas de soja. “Nas colheitadeiras tem-se observado, no geral, piora no poder de compra da soja sobre as máquinas agrícolas. No caso da colheitadeira John Deere 1470 de 193 CV, a relação de troca, que tem média histórica de 6.712 sacas por unidade, avançou fortemente de 4.611 para 6.559 sacas neste mês de setembro”, confirma a Consultoria.

“Apesar disso, acreditamos que não haverá redução no padrão tecnológico da safra que está começando, visto que as compras de insumos estão, inclusive, mostrando avanço sobre o último ano. Em uma temporada com aumento muito forte nos custos de produção e sinalização de preços mais acomodados, obter elevada produtividade em 2022 é crucial para a garantia de renda dos produtores”, concluiu França Junior.

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