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Ibrafe: Mercado do feijão segue estável à espera dos compradores




 Mercado estável, com negócios reportados em Goiás na base de R$ 250. Agora é o momento para esperar os compradores terem necessidade de comprar. O Feijão-preto segue com compradores sinalizando a cada dia preços mais baixos, enquanto o argentino vai ficando mais caro com a valorização do dólar. 

Até pouco tempo atrás os produtores estariam, em um momento como este forçando a venda, não fosse o Feijão-carioca Dama, o Marhe, o Polaco o IAC 2051, Sabiá e o Agronorte. A lógica supera qualquer argumento. Durante décadas, a reclamação era que o Feijão-carioca oxidava e com isso o consumidor o identificava como Feijão velho. Todos perdiam, o consumo era desestimulado, o produto tinha que colher e vender, e vender ao preço que estivesse.

A pesquisa conseguiu desenvolver os Feijões que não escurecem, o Feijão longa vida, e pelo menos três dos quatro maiores centros de pesquisa de Feijão do Brasil têm hoje variedades com essa característica. Com a natural adesão dos produtores a estas variedades, alguns empacotadores que eram reticentes aos Feijões que escurecem lentamente se viram obrigados a empacotá-los. Ficou claro que existia preconceito de que os Feijões de escurecimento lento poderiam não apresentar, depois de 6 meses, cocção ideal.

Mesmo que isso fosse verdade, já seria fantástico para o consumidor ter na panela um Feijão claro, ainda que não com a cocção no tempo ideal. Isto já por si evitaria oscilações fortes de preços. Impediria a especulação. Curiosamente, este ano que o Feijão Dama, longa vida, dominou o cenário, os preços se mantiveram mais estáveis. As viúvas que especulavam, inclusive empacotadores, perderam este ganho.

Conversava ontem com um experiente doutor em Feijões que raciocinou que os empacotadores que resistem ao Feijão longa vida têm razões econômicas para tal. Durante alguns anos eles aumentavam o seu estoque no período em que os preços cediam, por volta de agosto e setembro. Baixavam o preço no varejo, promoviam o Feijão e, na sequência, começavam, através do domínio dos boletins com as cotações do Brás, a empurrar o preço para cima, para vender seus estoques com ganhos inimagináveis entre dezembro e março. Finalmente entendi o porquê de tempos atrás haver esta resistência. Devemos reconhecer a inestimável contribuição para o bom atendimento do consumidor brasileiro a estes pesquisadores. Certamente o consumo teria diminuído ainda mais se houvesse somente o Feijão de cor escura. É claro que tentam de toda forma buscar pôr defeitos nessa tecnologia longa vida elogiada. É tão notória que nem mesmo foi totalmente alcançada pelos pesquisadores americanos e mexicanos no Pinto Beans.

A rastreabilidade trará ao consumidor a prerrogativa, em breve, de saber que data foi colhido o Feijão e também o nome da cultivar e, assim, ele terá o poder inclusive de escolher a cultivar. No Brasil, ainda com recursos escassos, a pesquisa não para e a cada ano os  pesquisadores competentes estão evoluindo, dando a cada ciclo  características ideais para o Feijão-carioca longa vida. Outro benefício é que, para sonharmos com exportação e o Feijão-carioca um dia chegar ao outro lado do mundo com a mesma cor de quando é colhido, será algo sensacional. Lembrando ainda que a maioria dos países não consome o Feijão com caldo, consome transformando os Feijões em uma pasta, ou ainda em pratos preparados quentes ou frios com os grãos inteiros, mas sem caldo.

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