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Certificação do algodão amplia produção brasileira



Produção certificada brasileira é estimada em 81,3% do total da safra 20/21

A sustentabilidade entrou definitivamente na pauta da cadeia do algodão. Para garantir uma produção socialmente responsável no campo até chegar ao consumidor, produtores encontraram na certificação, uma forma de ampliar a participação no mercado. Atualmente 81,3% da safra brasileira 20/21 já é certificada, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

 A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT é uma das certificadoras do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e certificou na safra 20/21, mais de 240 fazendas no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão. "A certificação das fazendas produtoras de algodão, com base no Programa ABR é um passaporte para o mercado globalizado cada vez mais pressionado pelas exigências do consumidor consciente que pretende deixar um mundo melhor para as futuras gerações e que para isso busca além da qualidade e preço justo", explica o presidente da ABNT, Mario William Esper.

Enquanto grande parte do setor produtivo foi impactado pela pandemia, a safra 20/21 de algodão fechou com superávit da balança comercial encerrando a temporada em US? 3,762 bilhões, quando as exportações chegaram a 2.398 milhões de toneladas e importações 3.665 mil toneladas, gerando um superávit comercial de 2.394 milhões de toneladas. Com isso, o Brasil passou de quarto para segundo maior exportador mundial de algodão nos últimos 10 anos, e atualmente ocupa 22% de market share sobre o total exportado no mundo.

Para a obtenção do certificado ABR, cuja ABNT é uma das certificadoras são verificados em auditorias de campo os critérios internacionais relativos à conformidade social da produção: proibição de trabalho infantil e forçado ou análogo ao de escravo, proibição de trabalho indigno ou degradante, regularidade do contrato de trabalho, segurança do trabalho, proibição de discriminação de pessoas e liberdade sindical.

A parceria com o setor teve início em 2007, quando o Instituto Algodão Social (IAS), criou o Selo "Algodão Socialmente Correto", em parceria com a ABNT, comprovando o respeito às normas trabalhistas e ambientais na produção da fibra em Mato Grosso. Em busca da certificação da qualidade social do algodão de Mato Grosso, celebrou-se em 2007 um contrato de parceria com a ABNT.

A partir da experiência bem-sucedida do Instituto Algodão Social (IAS), a Abrapa, em parceria com suas associadas estaduais, criou o Programa Socioambiental da Produção de Algodão (Psoal), de abrangência nacional, lançado em 2009. Desde 2007, a ABNT inicialmente com o IAS, vem participando como Organismo de Certificação das fazendas produtoras de algodão. "O contrato é renovado a cada safra, em processo de melhoria contínua, com excelentes resultados não só em relação à segurança jurídica dos contratos de trabalho e melhoria das condições de segurança do trabalho e qualidade de vida dos trabalhadores e suas famílias, mas em especial agregando um atestado de boa origem socioambiental ao algodão", reforça o presidente.

"A ABNT como certificadora também participa como organismo de certificação das UBA’s, obedecendo aos critérios rígidos e comprováveis de sustentabilidade ambiental, social e econômica em seus processos produtivos", explica Mario. A cotonicultura é hoje uma atividade próspera e rentável graças a competência e determinação do empreendedor rural.

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