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Incêndio na Transpantaneira destrói mais de 4 mil hectares de vegetação em 1 dia, diz instituto



Um incêndio que atinge a região da rodovia Transpantaneira, que liga os municípios de Poconé a Porto Jofre, no Pantanal mato-grossense, há quase uma semana, destruiu quatro mil hectares de vegetação entre terça-feira (31) e quarta-feira (1º), conforme dados são de uma análise do Instituto Centro de Vida (ICV) com base em dados do sistema de monitoramento da Nasa.

O instituto estima que 7 mil hectares já foram destruídos nos últimos cinco dias. Já os bombeiros que atuam no combate acreditam que até agora o fogo consumiu mais de 9 mil hectares. A área equivale a mais de seis vezes o território de Cuiabá, ou a 14 vezes o município de São Paulo.

"O número alarma mesmo diante da diminuição registrada no fogo na porção do bioma neste ano no estado em comparação às tragédias de incêndios florestais no bioma em 2020", diz o ICV.

No ano passado, o período de janeiro a agosto somou 940 mil hectares queimados no Pantanal de Mato Grosso, enquanto 2021 contabiliza 88 mil. Em todo o bioma localizado no território brasileiro, 2020 registrou o impacto em 3,9 milhões de hectares, o correspondente a 27% de sua área total.

De acordo com o levantamento feito pelo ICV, do total da área queimada até 31 de agosto no bioma, 458,5 mil hectares (84%) das áreas incidem em Mato Grosso do Sul e 88,7 mil (16%) em Mato Grosso.

"A área total atingida pelo fogo em Mato Grosso de janeiro até o dia 31 de agosto é de 2,14 milhões de hectares, o que representa uma diminuição de cerca de 22% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o estado teve incendiados 2,7 milhões de hectares", explica.

Focos de calor

Os dados de focos de calor indicam a diminuição registrada pelo sistema da Nasa que estima a área atingida. Foram 13,8 mil focos de calor de janeiro até agosto, enquanto o ano passado registrou 19,6 mil no mesmo período.

Entre os biomas, Amazônia e Cerrado lideram e mantêm o mesmo ritmo de pressão pelo fogo do ano passado. Apenas o Pantanal registrou diminuição.

Foram mais de 1 milhão de hectares atingidos na Amazônia (51%), seguida do Cerrado com 956,3 mil hectares (45%) do Pantanal com 88,7 mil hectares (4%). A maior parte do total, o equivalente a 62%, teve início já no período proibitivo, quando o estado decreta a proibição de uso de fogo em todo o estado.

Do total, foram 813,1 mil hectares atingidos por incêndios até o dia 30 de junho.

Para áreas onde são previstas autorização de queima controlada, os imóveis rurais cadastrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), apenas 7% das áreas incendiadas tiveram algum tipo de autorização expedida pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema/MT).

O número considera também o ocorrido desde o início do período proibitivo, quando todo uso de fogo é proibido e é a época mais crítica de incêndios florestais no estado.

Segundo o ICV, a categoria fundiária com maior incidência de áreas atingidas pelo fogo foi a de imóveis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), responsável por 54% da área queimada (1,1 milhão de hectares), seguido pelas terras indígenas, com 24% (510 mil hectares) e de áreas não cadastradas, com 13% (272,8 mil hectares).

Entre as terras indígenas, a maior área afetada por incêndios foi a TI Pimentel Barbosa, com 92 mil hectares queimados.

Junto com a TI Parabubure (71,6 mil hectares) e TI Areões (47,3 mil hectares), que são ocupadas pelo povo Xavante, responderam por 41% do total afetado pelo fogo em TIs em Mato Grosso nesse ano.

Combate aos incêndios no Pantanal

O Corpo de Bombeiros recebeu mais um reforço nessa terça-feira (31) para combater os incêndios no Pantanal mato-grossense e agora conta com o apoio de quatro aviões.

Além da Transpantaneira, o fogo também já destruiu mais de 40 mil hectares de vegetação em Cáceres (MT), na fronteira entre Brasil e Bolívia.

Além dos aviões que estão lançando água sobre locais com maior incidência de fogo, 68 bombeiros militares e civis e 19 brigadistas estão trabalhando na operação de combate.

A Secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema-MT), ICMBio, brigadistas do SOS Pantanal e caminhão-pipa enviados pela empresa Águas Cuiabá, além dos pantaneiros, também trabalham para apagar o fogo.
 

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