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Aumenta preocupação com PSA nas Américas



Depois da República Dominicana já há casos no Haiti

Depois da chegada a Peste Suína Africana (PSA) às Américas pela República Dominicana, foi a vez do vizinho Haiti registrar um surto da doença, segundo informou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Os casos teriam iniciado em 26 de agosto e são os primeiros em 37 anos no país.

 Com a notificação acendeu-se ainda mais a preocupação com o avanço da doença pelo continente. A detecção é “lamentável”, mas não surpreendente devido aos casos recentes na República Dominicana, disse o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) nesta terça-feira. A agência está consultando autoridades de saúde animal de ambos os países, segundo informou a Reuters.

Os casos não são relativamente novidade. Como a República Dominicana compartilha seu território com o Haiti, o controle da doença é muito difícil porque se acredita que a doença poderia ter vindo do país vizinho, e de acordo com informações não oficiais, no final do ano passado, um número significativo de suínos já haviam morrido no Haiti. Em meados de 2020 ocorreu um grande trânsito de haitianos que iam comprar na República Dominicana, animais para sua reposição. Cerca de 78% da suinocultura local está num raio de 150 km, o que torna a situação muito complexa devido às curtas distâncias entre as granjas e à dificuldade de controlar a mobilidade dos animais. Até agora, pelo menos 60 mil animais foram abatidos em granjas comerciais e produções familiares, algumas granjas com até 500 reprodutoras, foram afetadas.

Os surtos em Hispaniola, uma ilha na América do Norte, aumentam as preocupações de que a peste suína africana possa se espalhar para os Estados Unidos, que nunca tiveram a doença, e paralisar temporariamente as exportações de carne suína norte-americana. Os governos frequentemente bloqueiam as importações da proteína de países onde a doença foi encontrada para prevenir a transmissão. Os Estados Unidos já proíbem a carne suína haitiana e dominicana devido a outra doença suína local, segundo o USDA.

Já o Brasil não registra nenhum caso há pelo menos 40 anos. O último foi no estado de Pernambuco, em novembro de 1981 e em 1984 o país foi declarado livre de PSA. A Associação da Indústria de Proteína Animal (ABPA) disse em nota que colocou o setor em campanha total de prevenção à PSA, após a notificação das autoridades sanitárias do Haiti sobre a ocorrência da enfermidade em seu território.

Segundo a entidade, uma intensa campanha multilíngue (em português, inglês, francês, crioulo e espanhol) é realizada nas redes sociais, na comunicação interna das empresas produtoras e fornecedoras da cadeia produtiva, e nas mais diversas vias, incluindo stakeholders e outras organizações. A ABPA destaca que, apesar da localização insular das duas nações, ou seja, países que estão situados em ilhas, (o que reduz o risco de contaminação por vias terrestres, à exemplo do que ocorre na Europa e Ásia), a ocorrência mantém em apreensão todas as nações das Américas.

“O Ministério da Agricultura se adiantou à pauta e intensificou a inspeção nos principais portos de entrada do País, impedindo a entrada de produtos cárneos. Indo além, o MAPA estabeleceu uma legislação ainda mais restritiva à entrada destes produtos, assinou um convênio interpaíses de emergencialidade para a prevenção de PSA e instalou uma campanha nacional que ampliou a conscientização, em um esforço que contou com a ABPA, os auditores fiscais e outras entidades do setor”, avalia Sulivan Alves, Diretora Técnica da ABPA. 

A América Latina também entrou em estado de atenção por meio do grupo #TodosContraLaPPA, com intercâmbio de informações e esforços de 21 associações de 18 países do continente latino-americano, em uma grande campanha continental.

fonte : www.noticiasagricolas.com.br

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