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Artigo/Cepea: Alto preço de fertilizante desafia produtor




De olho nas condições climáticas e nas cotações agrícolas, os produtores brasileiros preparam-se para iniciar o plantio da safra 2021/22 a partir de setembro – após o encerramento do vazio sanitário contra a ferrugem da soja. Foram muitos os desafios para adequar o orçamento desta próxima safra, especialmente diante do cenário econômico instável do País e do mundo e, especificamente, dos expressivos reajustes nos preços médios dos agroquímicos. Nestes comentários o foco recairá sobre o caso dos fertilizantes nos mercados interno e externo. 

No contexto internacional, as valorizações dos nitrogenados estiveram atreladas à menor produção chinesa destes fertilizantes. Quanto aos fosfatados, os valores foram impulsionados pelo início da taxação norte-americana sobre o produto proveniente do Marrocos, que é um grande produtor de fosfatados. Assim, os produtores dos Estados Unidos estão buscando se abastecer em outras origens.

De janeiro a julho de 2021, o valor médio da tonelada de ureia prill negociada nos principais portos do mundo ficou 60,3% acima do registrado no mesmo período do ano passado. O preço médio da tonelada da ureia no porto ucraniano (Yuznhy) em julho, inclusive, foi o maior, em termos nominais, desde julho de 2012.

Também entre janeiro a julho deste ano, o preço médio do MAP (fosfatado monoamônico) negociado nos portos de Casa Blanca (Marrocos) e de São Petersburgo (Rússia) ficou 96,3% superior ao do mesmo período de 2020. Para este insumo, foram observadas fortes valorizações nos dois primeiros meses de 2021. Em julho, especificamente, a cotação média da tonelada do MAP no porto russo foi a maior desde outubro de 2008, em termos nominais.

Quanto ao cloreto de potássio, um forte reajuste foi observado mais recentemente. De junho para julho, o preço do cloreto de potássio disparou, com forte avanço de 39,6% no porto de Vancouver (Canadá). Essa valorização se deve à medida restritiva da União Europeia aplicada à Bielorrússia, aprovada no final de junho, que inclui a proibição da venda, fornecimento, transferência ou exportação via direta ou indireta de vários bens (equipamentos, softwares, equipamentos militares, etc.), produtos petroquímicos e cloreto de potássio. Vale lembrar que Bielorrússia é responsável por pelo menos com 1/5 da produção mundial de cloreto de potássio, sendo o segundo maior produtor do mundo. De janeiro a julho de 2021, o preço médio do cloreto de potássio no porto de Vancouver ficou 26,9% acima do observado no mesmo período de 2020. Em julho, o valor médio foi o maior nominal desde dezembro de 2012.

Diante disso, agentes nacionais e internacionais estão atentos à intervenção do governo chinês sobre as vendas de fertilizantes, à relação política entre Bielorússia e a União Europeia e também ao novo avanço de casos de covid-19 em muitos países. Na China, empresas de fertilizantes estão sofrendo pressão do governo para suspender temporariamente a exportação, visando a garantir o abastecimento doméstico. A intervenção do governo chinês no mercado, por sua vez, tem como objetivo conter a alta de preços dos fertilizantes no país. A China é a maior produtora e consumidora de nitrogenado e fosfatado, mas também é uma grande exportadora dos dois produtos.

fonte : www.noticiasagricolas.com.br








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