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Monitor do Seguro Rural avalia produtos para olerícolas




A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na sexta (20), da reunião virtual do projeto Monitor do Seguro Rural para olerícolas. O objetivo foi avaliar e propor aperfeiçoamentos nos produtos oferecidos pelas seguradoras para 13 culturas: repolho, beterraba, chuchu, pepino, cenoura, berinjela, alface, abóbora, abobrinha, couve-flor, vagem, ervilha e tomate.

O projeto é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a CNA e outras entidades do setor. Participaram do encontro produtores rurais e representantes dos setores público e privado, além de seguradoras.

Na opinião do presidente da Comissão de Hortaliças e Flores da CNA, Manoel Oliveira, a adesão dos produtores de hortaliças ao seguro rural ainda é muito “tímida”. Para ele, é preciso entender quais os motivos que afastam os agricultores dessa ferramenta tão importante para a segurança da produção.

“Temos modelos de seguro que cobrem as hortaliças, mas a aderência do produtor e a utilização é muito baixa. Em 2020, os produtores de tomate chegaram a tomar cerca de 1.700 apólices, mas se a gente comparar com os produtores de soja, são mais de 94 mil apólices”, afirmou.

Segundo Oliveira, problemas como geadas, granizo e enxurradas podem interferir na receita e, muitas vezes, provocar uma ruptura da produção, deixando o produtor fora do mercado. Entre os pontos que precisam ser aprofundados estão o limite máximo de indenização (LMI) e o cultivo protegido.

“A CNA já vem trabalhando e, de alguma forma, ajudando o Mapa a desenvolver modelos de seguro que atendam a necessidade do produtor, mas acho que falta a gente promover a informação, divulgar mais e deixar mais palatável para o produtor”, disse.

Conforme dados do Mapa, a área de olerícolas segurada pelo Programa de Seguro Rural (PSR) no ano passado foi de 23.796 hectares, com 1.884 apólices. As culturas olerícolas possuem percentual de subvenção de 40% e passarão a ter limite anual de R$ 60 mil a partir do Plano Trienal do Seguro Rural 2022/2024.

O seguro rural prevê coberturas específicas para cada cultura, que podem variar de riscos nomeados, onde o produtor escolhe os riscos cobertos como geada e granizo, e a cobertura multirrisco com coberturas por riscos diversos como tromba d’água, ventos fortes, ventos frios, granizo, chuva excessiva, seca, geada, variação excessiva de temperatura, entre outras.

“É um debate importante para disseminarmos a cultura do seguro, verificar gargalos e acolher sugestões de todos. Com isso, creio que contribuímos para aumentar o conhecimento sobre os seguros da cultura de olericultura, setor importante para o abastecimento do País”, disse o diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola.

Durante a videoconferência, o analista sênior de Produtos e Mercado da Porto Seguro, Leandro Calve, e o especialista de Subscrição de Produtos Agro da Tokio Marine, Fernando Penteado, apresentaram os produtos oferecidos pelas companhias e esclareceram dúvidas dos participantes.

fonte : www.noticiasagricolas.com.br

 

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