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China: Importações de soja recuam em julho, mas acumulado nos 7 meses de 2021 supera mesmo período do ano passado



 

O balanço das importações de commodities-chave para a China em julho veio sem uma direção única de acordo com dados divulgados nesta semana. As compras de petróleo, apesar de terem aumentado no mês, foram 20% menores na comparação anual, as de carvão marcaram sua mínima em sete meses, o minério de ferro em 14 meses, o milho alcançou seu recorde nos 3,6 milhões de toneladas e as de soja baixaram 14,1% se comparadas à julho de 2020, segundo os dados trazidos pela Administração Geral das Alfândegas. 

No geral, as importações chinesas cresceram 28,1%, aquém do esperado por uma pesquisa feita pela Reuters Internacional de um incremento de 33% e frente ao avanço expressivo do mês passado de 36,7%. Ainda de acordo com a agência de notícias, a melhora mensal nas compras de petróleo se deram "à medida em que as refinarias apoiadas pelo estado aumentaram a produção após voltarem da manutenção".

Do mesmo modo, a Reuters noticia ainda que o ritmo de expansão da atividade fabril da nação asiática também foi mais lento no último mês, dados os valores mais altos das matérias-primas, além de adversidades climáticas afetando também alguns setores. 

IMPORTAÇÕES X EXPORTAÇÕES

Ainda assim, a China fecha julho com um superávit comercial de US$ 56,58 bilhões, contra a projeção da pesquisa da Reuters de US$ 51,54 bilhões e do superávit do mês anterior de US$ 51,53 bilhões. Apesar do superávit forte, as exportações chinesas em julho apresentaram uma desaceleração que não era esperada e, segundo especialistas ouvidos pela agência internacional, em função do aumento dos surtos de Covid-19 causados, principalmente, pelo fortalecimento da variante delta. 

As exportações da China apresentaram uma alta, em julho, de 19,3%, menor do que o crescimento de 32,2% em junho e do esperado pela Reuters de 20,8%. 

O rápido aumento no número de casos de infecções pelo coronavírus, todavia, se deu em diversos pontos do país, exigindo que o governo colocasse em prática diversas medidas de restrições e isolamento de parte de sua população, bem como testagem em massa e o fechamento temporário de algumas fábricas e instalações. Mais do que isso, a produção industrial também foi afetada pelas cheias e pelo mau tempo na China no mês passado. 

"A pandemia piorou em outros países asiáticos em desenvolvimento, o que pode ter levado a uma realocação do comércio para a China. Mas, os principais indicadores sugerem que as exportações podem enfraquecer nos próximos meses", disse Zhiwei Zhang, economista-chefe do Pinpoint Asset Management à Reuters Internacional.

fonte: www.noticiasagriculas.com.br



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