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Câmara arquiva sindicância contra vereador acusado de contrabandear agrotóxicos



 

Vereador Toninho Bernardes (PL), de Sinop, foi preso pela PF no último dia 4 de agosto. Câmara diz não haver provas para investigar o vereador


A Corregedoria da Câmara dos Vereadores de Sinop (500 km de Cuiabá) decidiu não instalar uma comissão para investigar quebra de decoro do vereador Toninho Bernardes (PL), acusado de receber e distribuir agrotóxicos contrabandeados.

De acordo com o corregedor, vereador Mário Sugizaki (Podemos), um processo disciplinar foi aberto no parlamento no dia 9 de agosto, em razão da cobrança da imprensa sobre o caso. O relatório foi concluído três dias depois, em 12 de agosto.

Sugizaki informou que o vereador Toninho foi ouvido e que a Corregedoria reuniu os documentos possíveis em relação ao caso. No entanto, a conclusão foi que não haveria provas ou indícios para que a investigação fosse feita.

"Não temos materialidade para instaurar uma comissão disciplinar. Então, seguimos o que temos nas legislações e meu parecer final foi pelo arquivamento deste processo", informou, durante a sessão na tarde de segunda-feira (16). "Vimos que não existe enquadramento", justificou à imprensa depois.

Toninho Bernardes foi alvo da segunda fase da Operação Terra Envenenada no dia 4 de agosto, acusado de fazer parte de uma quadrilha que contrabandeava agrotóxicos do Paraguai e da China, e que adulterava os produtos.

O vereador chegou a ficar preso dois dias, tendo sido liberado apenas na manhã do dia 6 de agosto. Ele também teve o gabinete na Câmara vasculhado, em razão de um mandado de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa a qual Toninho fazia parte era composta por dezenas de pessoas, muitas delas empresárias locais, e que tinham diferentes funções: importação, transporte, fornecimento e distribuição do produto. Toninho era responsável por armazenar e distribuir agrotóxicos contrabandeados e adulterados no norte do estado.

Operação Terra Envenenada

A primeira fase da Operação Terra Envenenada, da Polícia Federal, foi deflagrada em junho de 2018, quando foram cumpridos 22 mandados, sendo seis de prisão. As investigações apontaram que uma quadrilha importava produtos do Paraguai e manipulava os agrotóxicos, provocando riscos à saúde humana. Isso porque o uso desses defensivos agrícolas é rigorosamente limitado pelos órgãos oficiais.

Na primeira fase da operação foi apreendida mais de meia tonelada de agrotóxicos contrabandeados e adulterados. Então, a PF intensificou as investigações e identificou grandes grupos de fornecedores, regionais e nacionais. Eles foram alvos da segunda fase da operação, que teve 15 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão, cumpridos nas cidades de Sinop, Sorriso, e Feliz Natal, em Mato Grosso, e ainda em São Paulo (SP), Campo Grande (MS) e Terra Roxa (PR).

fonte : www.reportmt.com.br


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