USDA vende 455 mil t entre soja e milho para China e 'destinos não revelados' nesta 3ª



 Exportação recorde de milho em setembro soma US$ 1,1 bilhão ...


O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou novas vendas de soja para destinos não revelados nesta terça-feira (18). Foram 130 mil toneladas da safra 2020/21 e, mais uma vez, os traders especulam que esta seja uma atuação da China no mercado norte-americano. 

O anúncio trouxe ainda vendas de mais 325 mil toneladas de milho, sendo 195 mil toneladas para a China e 130 mil também para 'destinos desconhecidos'. 

A necessidade da China se depara, principalmente no caso da soja, com a falta de produto no Brasil e o produto dos EUA como a principal alternativa, mesmo com a continuidade da guerra comercial entre chineses e americanos. Além disso, como já noticiado pelo Notícias Agrícolas em diversas vezes, a nação asiática busca garantir ao menos parte de sua meta de compra de produtor agrícolas americanos como foi firmado em janeiro, na fase um do acordo comercial. 


Em uma entrevista recente, o presidente Donald Trump disse que a "China tem comprado muito e muitas coisas para me manter feliz, mas estão sonhando com Joe Biden", referindo-se ao candidato democrata que deverá enfrentá-lo nas eleições presidenciais deste ano. Todavia, especialistas não crêem que uma possível vitória de Biden seria possível para mudar drasticamente as relações entre Pequim e Washigton. 

Dos US$ 36,6 bilhões acordados de compras da China nos EUA entre produtos agrícolas, alimentos e frutos do mar, já foi comprado um quarto pelos chineses no primeiro semestre de 2020. Números do USDA indicam compras de 10,3 milhões de toneladas de soja 2020/21 dos EUA pela nação asiática, com uma contabilidade de operações até o dia 6 de agosto. Em 2017, antes do início da guerra comercial, as compras chinesas de soja americana, no mesmo intervalo, eram de mais de 36 milhões de toneladas. 

NOVA REUNIÃO CHINA X EUA

A reunião que estava prevista para acontecer no sábado último, dia 15 de agosto, entre representantes dos EUA e da China para que fosse feito um balanço dos primeiros seis meses da fase um do acordo comercial foi adiada e uma nova data ainda não foi definida. 

Segundo fontes oficiais, o cancelamento se deu por conta de horários conflitantes e estarão reunidos, mais uma vez, Robert Lighthizer, representante comercial do governo americano, Steve Mnuchin, Secretário do Tesouro dos EUA, e Liu He, vice premiê chinês. 

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Por:
 Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
 Notícias Agrícolas




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