Em um ano, MT tem aumento de 13% no desmatamento




Mato Grosso segue tendência nacional e registra aumento no desmatamento na Amazônia Legal, entre agosto de 2018 e julho de 2019. No período, foram destruídos 1.685 quilômetros quadrados (km2), um crescimento de 13% em comparação ao ano anterior, quando foram derrubados 1.490 km2. Em nível nacional, o país bateu recorde do desmatamento desta década, conforme dados atuais da devastação na Amazônia divulgados, ontem (18), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) por meio do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), considerado o mais preciso para medir as taxas anuais.

Em toda região, foram desflorestados 9.762 km2 entre agosto de 2018 a julho deste ano, o que representa um aumento de 29,5% em comparação com o período anterior (7.536 km2). O incremento do percentual desse ano é o terceiro maior da história, sendo que aumentos acentuados foram verificados em 1995 com 29.100km2 de áreas devastada e, e, 1998, quando o desmate cresceu 31%. Da região, Roraima (RR) registrou o maior percentual (216%), seguido do Acre (55%), Pará (41%) e o Amazonas (36%). Já o Amapá, Maranhão, Roraima e Tocantins tiveram redução.

A divulgação dos dados contou com as presenças dos ministros do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Salles, e da Ciência, Marcos Pontes. Segundo o site, para Salles o aumento ocorreu devido à “economia legal” na Amazônia. Ele também anunciou para esta quarta-feira (20) uma reunião, em Brasília, para tratar de ações e medidas contra a destruição ilegal da floresta, como a volta do TerraClass (que qualifica o desmatamento na região) e o repasse de recursos do Fundo Petrobras para sua reativação.

Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) também conta com estratégias de para controle e combate ao desmatamento ilegal. Inclusive, esses instrumentos foram apresentados na semana passada a representantes da Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH). Segundo o órgão estadual, desde 2010, o Estado estruturou diversos instrumentos de planejamento estratégico jurisdicional para a redução do desmatamento e o desenvolvimento sustentável.

Entre os pontos destacados, está o emprego da tecnologia por meio da Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal. Adquirida pelo Programa REM, por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), com recursos da Alemanha e Reino Unido, a ferramenta monitora o Estado diariamente com resolução espacial de três metros, por meio da constelação de nano satélites Planet. Conforme a assessoria de imprensa da Sema, a plataforma conta ainda com alertas semanais de desmatamento, tanto na região Amazônica, como no Cerrado e Pantanal. A ferramenta permite detectar desmates a partir de um hectare e acompanhar a alteração da cobertura vegetal de forma rápida, possibilitando a notificação remota imediata em casos de infrações.

Com o uso da tecnologia, o objetivo da Sema é autuar e embargar 100% das áreas em que forem detectados desmatamentos ilegais e enviar as equipes de fiscalização a campo para deter derrubadas da floresta que estejam em andamento. "Empreendemos um conjunto de esforços que une inteligência, tecnologia e motivação da equipe para conter o desmatamento e atingir nosso principal objetivo: manter a floresta em pé", disse o secretário-adjunto executivo da Secretaria, Alex Marega.

Há ainda o Sistema Mato-Grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar), cujos dados auxiliam na realização de um diagnóstico do Estado, sendo ferramenta fundamental para definição de políticas públicas e regularização dos imóveis rurais. Mato Grosso é o primeiro Estado brasileiro a lançar o sistema com a possibilidade de adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) para recuperação das áreas degradadas em pleno cumprimento ao Código Florestal Brasileiro.

Vale lembrar que os dados de 2017 a 2018, já tinham batido recorde da década em toda a região. No período, foram derrubados 7.536 km2 de vegetação, o maior valor desde 2008 até aquele momento. O Projeto Prodes é diferente do Sistema de Detectação de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que mostra os alertas mensais e já sinalizava tendência de aumento.

Conforme o Inpe, o Prodes realiza o monitoramento por satélite do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para o estabelecimento de políticas públicas. As taxas anuais são estimadas a partir dos incrementos de desmatamento identificados em cada imagem de satélite que cobre a Amazônia Legal.

A primeira apresentação dos números é realizada para dezembro de cada ano, na forma de estimativa. Os dados consolidados são apresentados no primeiro semestre do ano seguinte. A taxa anual de desmatamento Prodes tem sido usada como indicador para a proposição de políticas públicas e para a avaliação da efetividade de suas implementações.





fonte diario de cuiaba

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