Colheita de algodão força máquinas a trabalharem 24h por dia em Mato Grosso



Aproveitando o clima seco, sem chuvas desde maio, os  produtores de algodão de Mato Grosso aceleram a colheita e as máquinas vão para as lavouras até mesmo durante a noite.
O produtor rural Celso Minozzo acompanha a colheita do algodão na fazenda de 2,4 mil hectares, que tem em Campo Novo do Parecis, 397 km de Cuiabá.
Cerca de metade da área cultivada já foi colhida, mas a produtividade não está agradando ao agricultor. Em média, são 290 arrobas de algodão em caroço por hectare. O excesso de chuvas no começo do cultivo, acabou atrapalhando o andamento da lavoura.
“Nos meses de janeiro, fevereiro e principalmente março foi muito chuvoso e o algodão não tolera dias nublados e excesso de umidade, chuva. Teve muito abortamento da cultura abortar, qualquer estresse ela aborta e nesses meses de fevereiro e março foi excesso de chuvas e isso prejudicou bastante, principalmente as lavouras plantadas mais cedo”, afirmou o produtor rural.


A expectativa dele é que nas próximas áreas a produtividade aumente. E isso será importante para que o agricultor possa cumprir contratos, já que antes mesmo de começar a colheita ele vendeu metade da produção. Conseguiu R$ 95 pela arroba da pluma. Mas agora, para o restante da safra, vai esperar por preços melhores, já que com a grande oferta do produto no mercado as cotações caíram.
“Eu tenho 50% dessa safra comercializada, que eu estimo US$ 23 a US$ 24 por arroba vai fechar, mas 50% ainda não foi vendido e esse preço hoje derreteu”, argumentou ele.
“Hoje não fecha o custo se for vender de R$ 70 a R$ 75 a arroba no mercado. É normal a oscilação na entrada de safra, nós estamos enfrentando um problema extra-produção, que é a guerra dos americanos com os chineses, e isso influi na bolsa de Nova Iorque. A bolsa caiu, despencou e quase todos os produtos caíram junto com a guerra dos americanos com os chineses”, disse Celso Mizzomo.


Em outra fazenda, que fica em Sapezal, a 473 km de Cuiabá, as máquinas trabalham dia e noite, já que o algodão está pronto em boa parte da lavoura. Os turnos são divididos a cada 6 horas de trabalho.
Esse avanço da colheita à noite acontece também para não atrasar os trabalhos que devem terminar em agosto, para que logo depois seja iniciado o cultivo da soja. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a área plantada de algodão chegou a mais de um milhão de hectares neste ano em Mato Grosso, 35% a mais do que na safra passada.
Hoje a tecnologia das máquinas permite que a colheita noturna seja feita com grande sucesso nas lavouras. E com tanto algodão assim para colher, o produtor Bruno Franciosi acredita que o trabalho noturno é necessário para otimizar o trabalho na fazenda. Ao mesmo tempo que é feita a colheita, é realizada a destruição de soqueiras.



“Com o avanço da tecnologia, já tem ocorrido a colheita 24 horas por dia, justamente para otimizar o uso 


das máquinas que têm um custo elevado, e também pra conseguir fazer a colheita do mês de agosto pra dar tempo de preparar o solo pra soja. Também está sendo feita em dois turnos a quebra do restevo do algodão, justamente para a gente entrar com o calcário, fazer a correção de solo, fazer as demais correções com fósforo, potássio e enxofre, deixando o terreno pronto para que após as primeiras chuvas depois do vazio sanitário de soja podermos entrar plantando e concluirmos o plantio o mais rápido possível para área do algodão do ano que vem”, disse.








fonte cuiabanonews

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