Milho tem produção e rendimento históricos em MT



A safrinha de milho está escrevendo uma nova história em Mato Grosso ao atingir o maior volume de todos os tempos. Serão mais de 31 milhões de toneladas (t) e um rendimento histórico de 109,26 sacas por hectare plantado. O ciclo 2018/19 vai se consolidando com o cereal ganhando espaço graças ao avanço em tecnologia aplicada, que nesse ano recebeu como grande aliado um clima favorável do cultivo à colheita.
Essa dobradinha possibilitou um incremento anual de 9,74% na produtividade, de 12,68% sobre a produção, enquanto a área plantada evoluiu 2,67%, no mesmo período de comparação. A nova atualização de dados foi divulgada ontem pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revisou de forma positiva – mais uma vez – as projeções de safra, confirmando expectativas de números recordes de produção e de produtividade que vão se tornando inéditos para a cultura de segundo ciclo. Essa é a quinta atualização realizada pelo órgão.
“Os reajustes positivos para a produtividade alteraram a produção prevista no Estado. Isto é resultado do bom volume de chuvas registrado em todo o período de desenvolvimento, em conjunto com o fato de que 95,80% das áreas de milho terem sido cultivadas dentro da janela ideal de semeadura no Estado – até o final de fevereiro – possibilitando que grande parte das lavouras se crescessem dentro do regime de chuvas. Ainda que os bons volumes hídricos tenham favorecido amplamente as lavouras, por outro lado acabou prejudicando a qualidade dos grãos em algumas regiões. É importante salientar, que apesar dos relatos de grãos avariados terem diminuído, ainda existem algumas ocorrências, principalmente, na região médio-norte do Estado”, pontuam os analistas do Imea.
Analisando de forma regional, todas as regiões mato-grossenses apresentaram aumento no rendimento em relação à estimativa anterior, com destaque para as regiões oeste e sudeste que mostraram as maiores médias locais, com 113,95 sc/ha e 111,81 sc/ha, respectivamente. Já a região nordeste se destaca por ter a maior variação ante a safra 2017/18, quando obteve 85,53 sc/ha, enquanto que na 2018/19 está estimada em 102,42 sc/ha.
No que se refere à produtividade média no Estado, após um reajuste positivo, a previsão passou de 107,03 sc/ha, do último relatório, para 109,26 sc/ha, o que representa um aumento de 2,08% em relação ao último levantamento e 9,74% em relação à safra anterior. “Este incremento foi pautado, principalmente, nos rendimentos mais elevados que têm sido observados até o momento, que com mais da metade da área colhida, estão maiores que os registrados em safras anteriores no mesmo período”, argumentam os analistas.
Esse novo relatório manteve a estimativa de área recorde de milho em Mato Grosso, em 4,74 milhões de hectares, motivada pelo adiantamento nos trabalhos de campo em todo o período da semeadura. Desta forma, a área cultivada vai se confirmando em uma superfície de 4,74 milhões de hectares, 2,64% ante os 4,61 milhões de hectares do ano anterior.
A colheita de milho em Mato Grosso para a safra 2018/19 continua registrando avanço. O Estado já apresenta 62,09% da área já plantada e um aumento semanal de 21,27 p.p.
Em igual momento do ano passado, menos de 35% da superfície estavam colhidos no Estado. O ritmo atual segue acima do histórico, cuja média dos últimos cinco anos é de 35,40% da área semeada já colhida na primeira semana de julho.
DISPUTA PELO GRÃO – No mês de junho a comercialização em Mato Grosso para a safra 2018/19 apresentou um avanço mensal de 7,83 pontos percentuais (p.p.) e alcançou 77,04% da produção estimada já negociada. “Essa evolução se deve à valorização do cereal no mercado internacional, em conjunto com um câmbio atrativo aumentando a competitividade do produto nacional”.
A disputa, como pontuam ainda os analistas, isso acirrou a concorrência com a maior demanda interna, refletindo assim sobre o preço médio, que fechou a R$ 24,82/sc, equivalente a 21,66% de aumento em relação ao mês anterior. No que tange à safra 2019/20, também exibiu um grande avanço de 11,34 p.p. em junho, com 6,61% da produção já vendida.
“De olho nos cenários externo e interno quanto à disputa pelo cereal, os produtores aproveitaram essa oportunidade para realizar seus negócios, com destaque para as regiões norte e médio-norte, que já anteciparam 35,55% e 33,03%, respectivamente, das vendas. Com isso, o preço atingiu R$ 23,48/sc, ou seja, um aumento mensal de 13,75%”, avaliam os analistas.



FONTE CUIABANONEWS
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