EXPORTAÇÕES: MT consolida recorde ao algodão



A alta da procura internacional pelo algodão aumentou o interesse dos produtores brasileiros nesta cultura nas últimas safras. A expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que as exportações da pluma possam atingir cerca de 1,5 milhão de toneladas (t), um aumento de 66% na quantidade embarcada na safra passada. Mato Grosso, maior produtor da fibra no país, oferta sozinho, mais de 60% da pluma nacional e está no segundo ano consecutivo de expansão da cultura, com percentuais acima de 30% em cada um dos ciclos.
Espera-se uma safra recorde de algodão para 2018/19, com produção estimada em 6 milhões t, entre pluma e caroço. O aumento é significativo em relação ao período anterior, quando foram colhidos 5 milhões t. Conforme os técnicos da Companhia, quase todos os estados produtores de algodão no país apresentaram incremento em área plantada nesta safra, comparada à temporada anterior. Nesse crescimento se destacam o Mato Grosso e a Bahia que, juntos, dispõem de mais de 88% da área estimada para a cotonicultura em 2018/19.
Apenas para a pluma, o total a ser colhido pode chegar a 2,6 milhões t. Já a colheita de caroço de algodão deve chegar a cerca de 4 milhões t na safra atual.
A boa rentabilidade da cultura tem garantido o interesse dos agricultores. Mesmo com o custo de produção elevado, devido à alta tecnologia empregada no cultivo, o algodão apresenta um retorno de cerca 38,7% sobre o investimento no plantio da pluma, segundo os dados do boletim de safras da Conab divulgado no início deste ano.
Mato Grosso deverá colher na atual safra, cerca de 1,76 milhão t de pluma, o que equivale a 66% das mais de 2,66 milhões t estimadas para o país, no atual ciclo. Se o volume mato-grossense se confirmar, a produção estará 36,8% acima do saldo anterior, que havia sido recorde. Portanto, a safra da fibra será pelo segundo ano seguido de recorde sobre recorde.
Somente em 2019, o Estado já atingiu exportações recordes de pluma ao totalizar embarques de mais de 362 mil t, o que gerou receita de US$ 618,48 milhões. O saldo acumulado até esse primeiro semestre é 96,8% superior ao faturamento contabilizado em igual acumulado do ano passado.
PARANÁ – O cenário favorável também atrai o interesse pelo cultivo da fibra em algumas antigas regiões produtoras, a exemplo do Paraná. Para o período 2018/2019, as estimativas apontam que sejam plantados 700 hectares.
Na safra 1989/90, o Estado já foi o principal produtor do país, quando chegou a concentrar 50% da produção total. Entretanto, naquele ano, as lavouras foram dizimadas devido às condições climáticas desfavoráveis e aos baixos preços da pluma praticados pelo mercado, o que levou o estado a abandonar o cultivo de algodão por alguns anos agrícolas.






fonte cuiabanonews
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