Alta do milho não recupera os preços





A primeira lata do mercado de milho, que veio depois de cinco quedas consecutivas, não conseguiu recuperar os preços do cereal, segundo informou o especialista Luiz Fernando Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica. De acordo com ele, a alta foi de apenas 0,28%. 


“A pesquisa diária do Cepea registrou alta de 0,28% nos preços médios da praça de Campinas, principal referência do país, mas os comentários da XP Agro indicam que o mercado físico de milho paulista está parado. Nos últimos dias, o único fluxo existente é o de entregas das negociações do início da safrinha”, comenta. 
Além disso, os compradores permanecem retraídos, de olho no mercado externo, que também registrou quedas no curto prazo. “Enquanto isso, o avanço da colheita brasileira segue a pleno vapor. O Paraná já colheu 58,0% do total, melhor desempenho da história. No Mato Grosso, o desenvolvimento recorde, inclusive, faz com que a colheita chegue à fase final. O IMEA apurou 86,13% na última sexta-feira (19). Em São Paulo, as medições estão entre 30 e 45% do total”, indica. 
“A exportação remunera ao redor de R$ 33,56/saca no Oeste do PR, contra R$ 34,00 do milho local no atacado. Os preços de importação de milho paraguaio chegam ao Oeste do PR ao redor de R$ 32,82, contra R$ 32,30 do milho local; ao Oeste de SC a R$ 36,01, contra R$ 39,00 do milho local e ao Extremo Oeste de SC a R$ 35,52, contra R$ 42,00 do milho local. Dos principais consumidores, o frango fechou com preços inalterados no dia, mas queda de 1,69% no mês, o suíno fechou também com preços inalterados, mas queda de 4,83% no mês e o boi gordo fechou em queda de 1,46% e queda de 3,32% no mês”, conclui. 




fonte agrolink
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