Milho reage e recupera 3,55%






A alta do dólar permitiu volta da demanda de exportação no mercado de milho, acirrando a concorrência com o mercado interno, uma vez que os preços estão “quase sobrepostos”, e existe a possibilidade real de redução dos estoques, de um lado, e de aumento da demanda tanto interna quanto externa, de outro. A avaliação é da T&F Consultoria Agroeconômica.



De acordo com o analista da T&F, Luiz Fernando Pacheco, “bem faz o comprador que tenta garantir seus estoques. A rigor, ele tem duas opções: comprar milho no mercado físico, pagando o preço total ou comprar contratos futuros em Chicago (ou SP, ou Matba, o que julgar que tem mais liquidez), pagando apenas entre 5% e 8%”.
Com isto, a pesquisa do Cepea registrou forte alta de 3,55% nos preços médios de Campinas, principal referência do País, para R$ 36,73/saca, reduzindo as perdas do mês para 3,29%. Tanto os relatórios da Conab quanto do USDA aumentaram, ontem a produção e a exportação brasileira de milho para a temporada 2018/29.
Segundo analistas da BTG, a produção de milho de 2018/19 beneficia a indústria, mas o preço deve subir com a exportação. A produção recorde de milho no Brasil na safra 2018/19 é positiva para a indústria de carne suína e de frango, em um primeiro momento, avalia o BTG em seu relatório mensal. A maior oferta, no entanto, não é garantia de suprimento a preços atrativos em um cenário mais longo, ressalva o banco. 
“É que hoje os preços do milho no mercado doméstico estão abaixo da paridade de exportação, mas os embarques do produto nacional estão aquecidos e, se os futuros na Bolsa de Chicago (CBOT) subirem, como o banco prevê, as cotações por aqui devem acompanhar. Mesmo assim, o BTG ainda tem visão positiva para o setor, e acredita que o ciclo positivo da proteína e os efeitos da peste suína africana possam mitigar o possível aumento de custos. A análise está em relatório publicado por Thiago Duarte, Pedro Soares e Henrique Brustolin”, diz Pacheco.
O relatório mensal de oferta e demanda publicado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) leva o BTG a estimar que os preços do milho na CBOT possam subir para até US$ 4,55/bushel, ou 7% acima dos níveis atuais.




fonte agrolink
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