Mapa confirma caso de ‘vaca louca’ em Mato Grosso





A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou na tarde de hoje, por meio de nota, a ocorrência de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), mais conhecida como vaca louca, em Mato Grosso. Essa doença ocorre de maneira espontânea e esporádica e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados. Mato Grosso detém o maior rebanho de bovinos do Brasil, com cerca de 30 milhões de cabeças.
Conforme o Mapa, a doença foi confirmada em uma vaca de corte, com idade de 17 anos. Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro. Outros produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não há, portanto, risco para a população.
“Cabe ressaltar que o Mapa e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) iniciaram imediatamente as investigações de campo, com a interdição da propriedade de origem. Todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final por laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Após a confirmação, o Brasil notificou oficialmente à OIE e os países importadores, conforme preveem as normas internacionais. Informações que foram enviadas hoje.
Segundo as normas da OIE, não haverá alteração da classificação de risco do Brasil para a doença, que continuará como país de risco insignificante, a melhor possível para a EEB. Em mais de 20 anos de vigilância para a doença, o Brasil registrou somente três casos de EEB atípica e nenhum caso de EEB clássica.
A EEB é uma das mais temidas doenças no gado. Depois da febre aftosa, é a doença mais temida pelo mercado, por ser uma forte barreira sanitária, restringindo consumo e exportações.
Por duas vezes a doença atípica assustou o produtor mato-grossense. A mais recente foi em 2014, um caso na região de fronteira entre Cáceres e a Bolívia, no oeste de Mato Grosso.
O outro, em 2011, exigiu o abate declarado de 350 bovinos, após uma fiscalização conjunta do Mapa e do Instituto Mato-grossense de Defesa Agropecuária (Indea/MT). Os animais tinham sido alimentados com proteína animal, o que representa um risco para a disseminação de doenças, entre elas a da ‘vaca louca’. De acordo com as autoridades sanitárias, a utilização de qualquer proteína de origem animal, exceto produtos lácteos, na alimentação, é proibida, mas esses bovinos estavam fazendo uso da ‘cama de aviário’ formada de restos de ração, penas, substratos e fezes.
Na Europa, a vaca louca surgiu em 1986 e até hoje eles não conseguiram eliminar, porque a doença é uma incógnita. A proibição do uso da cama de aviário foi determinada em 1996, quando a doença atingiu a Europa.
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) realiza um trabalho de orientação junto aos pecuaristas para que não utilizem proteína animal na alimentação dos bovinos, como a ‘cama de frango/cama de aviário’.  

fonte cuiabanonews


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