Trecho na 163 no Pará onde caminhoneiros estão parados deve ter mais chuvas; ministro vai ao local




O tempo não deve dar trégua para ajudar a melhorar a situação dos pontos com atoleiros nos trecho de ao menos 49 quilômetros sem asfalto da rodovia federal, na região entre Novo Progresso e Moraes Almeida, no Pará. De acordo com o Instituto Climatempo, essa noite será de muita chuva com volume de até 31 milímetros. Nesta quinta-feira, a situação ficará ainda mais complicada com pancadas de chuva a qualquer hora acompanhadas de raios durante todo o dia e à noite. Com isso, deve dificultar
Centenas de caminhoneiros de Mato Grosso e de outros Estados estão parados e enfileirados na rodovia federal há mais de duas semanas. Alguns motoristas estão sem comunicação com os familiares. Além disso, não há previsão de quando poderão seguir viagem para descarregar os produtos nos portos em Miritituba, Santarém e receber o frete.
O ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes, se deslocou, esta tarde, para a região e vai vistoriar as obras. “É nossa prioridade número um. Enquanto não temos condições climáticas para trabalhar, estamos resolvendo os pontos críticos, oferecendo alimentação, serviço médico e água aos caminhoneiros”, disse o ministro em  uma rede social.
A esposa de um motorista relatou, hoje, ao Só Notícias, a angústia de familiares que estão sem contato com os caminhoneiros que estão no Pará. Ela estava há seis dias sem notícias do marido e, ontem, ele conseguiu falar, pelo celular, porque havia sinal da torre de telefonia nas proximidades de uma fazenda a cerca de três quilômetros de onde está parado. “Eles estão captando água da chuva para beber. A água que chegou com o Exército está indo com má qualidade. Ele disse que não tem como tomar. Eles receberam, ontem, pela primeira vez comida”, descreveu a esposa, ao ouvir os relatos do marido.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) deve manter até sexta-feira o bloqueio de caminhões na rodovia federal, em Nova Santa Helena e Guarantã do Norte para conseguir recuperar os trechos críticos. A previsão é que manhã, seja feita a liberação dos caminhões descarregados que retornam de Miritituba para o Mato Grosso. Após o fim da fila, o tráfego será reiniciado pelos veículos que aguardam na direção contrária, ainda carregados, com destino aos portos. No mesmo dia, será liberado tráfego de caminhões a partir de Guarantã.
De acordo com o boletim diário do DNIT, Serra da Anita –  um dos pontos críticos- o fluxo segue parado e trafegabilidade parcialmente interditada. Em decorrência, há fila de 30 quilômetros com tempo de espera de 72 horas.
Em Riozinho, há fila de 15 quilômetros e tempo de parada de 6 horas. Na Serra do Moraes, as chuvas dificultam a condição da rodovia. Por causa disso, há 24 quilômetros de filas com tempo de espera acumulado de 41 horas.
Só Notícias/Cleber Romero (gráficos: assessoria - atualizada 16:02h)

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