Ruralista: "Mais tributos não vão resolver sem uma gestão eficaz"






O presidente da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Soja (Aprosoja), Antônio Galvan, criticou o tom do discurso do governador Mauro Mendes (DEM) e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), sobre o agronegócio, durante a posse na terça-feira (1º). 
 
Galvan afirmou que Mendes e Botelho acusaram o setor de ser o responsável pela desigualdade social do Estado com o objetivo de jogá-lo contra a sociedade e, dessa maneira, promover a taxação do agro.
 
Para o presidente, que é um dos principais opositores da taxação, o culpado pela desigualdade social é próprio Governo, que não administra corretamente o dinheiro público.
 
 
Culpar um setor por injustiças sociais é jogar contra a sociedade que se beneficia - seja por meio de emprego e renda, seja por meio dos produtos gerados -, de determinada cadeia produtiva”
“Quero registrar que jamais o trabalho duro de um setor, seja qual for, será responsável pela desigualdade social, como foi citado nos discursos do governador, Mauro Mendes, e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, durante a solenidade de posse do governador, nesta terça-feira”, disse Galvan em postagem no Facebook.
 
“O que causa desigualdade é o resultado de anos de má gestão, má aplicação do dinheiro público, inchaço da máquina pública e a corrupção. Contra essas práticas não vemos políticos levantarem bandeira. Culpar um setor por injustiças sociais é jogar contra a sociedade que se beneficia - seja por meio de emprego e renda, seja por meio dos produtos gerados -, de determinada cadeia produtiva”, completou.
 
Ainda na postagem, Galvan frisou que "mais tributos, mais cobranças, não vão resolver senão houver gestão eficaz".
 
“Ou seja, antes de apontar o dedo para quem planta, produz, gera emprego, renda, leva alimento à mesa, e convive diariamente com as incertezas climáticas, econômicas, jurídicas, devia-se olhar para dentro da “própria casa” e fazer as mudanças que a sociedade tanto anseia, como o corte no excesso de gastos públicos”, afirmou.
 
O presidente da Aprosoja ainda criticou o valor do duodécimo dos poderes, numa clara demostração de que são eles quem devem contribuir com o Estado nesse momento de crise financeira diminuindo repasse do montante. 
 
“Vocês sabiam que, para 2019, o Governo do Estado prevê o repasse no valor de R$ 896 milhões somente para manutenção da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado?”, disse. 
 
“Valor muito superior ao orçamento do Município de Várzea Grande, por exemplo, que está estimado em R$ 799 milhões e tem a segunda maior população de Mato Grosso: mais de 280 mil habitantes. Ou seja, 24 deputados estaduais e os 11 conselheiros custam aproximadamente R$ 2,5 milhões, por mês, cada um, aos cofres públicos”, afirmou.
 
Leia a postagem na íntegra: 
 
ESCLARECIMENTO
 
Quero registrar que jamais o trabalho duro de um setor, seja qual for, será responsável pela desigualdade social, como foi citado nos discursos do governador, Mauro Mendes, e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, durante a solenidade de posse do governador, nesta terça-feira.
 
O que causa desigualdade é o resultado de anos de má gestão, má aplicação do dinheiro público, inchaço da máquina pública e a corrupção. Contra essas práticas não vemos políticos levantarem bandeira. Culpar um setor por injustiças sociais é jogar contra a sociedade que se beneficia - seja por meio de emprego e renda, seja por meio dos produtos gerados -, de determinada cadeia produtiva.
 
Vocês sabiam que, para 2019, o Governo do Estado prevê o repasse no valor de R$ 896 milhões somente para manutenção da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado?
 
Valor muito superior ao orçamento do município de Várzea Grande, por exemplo, que está estimado em R$ 799 milhões e tem a segunda maior população de Mato Grosso: mais de 280 mil habitantes. Ou seja, 24 deputados estaduais e os 11 conselheiros custam aproximadamente R$ 2,5 milhões, por mês, cada um, aos cofres públicos.
 
Enquanto para a infraestrutura – essencial para o desenvolvimento -, o valor mal chega a R$ 170 milhões, e a iniciativa privada segue contribuindo, pagando impostos e, muitas vezes, investindo recursos onde o Estado que deveria aplicar.
 
Ou seja, antes de apontar o dedo para quem planta, produz, gera emprego, renda, leva alimento à mesa, e convive diariamente com as incertezas climáticas, econômicas, jurídicas, devia-se olhar para dentro da “própria casa” e fazer as mudanças que a sociedade tanto anseia, como o corte no excesso de gastos públicos.
 
Mais tributos, mais cobranças, não vão resolver senão houver gestão eficaz.



fonte midia news
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