Taques quer dividir o estado para ser governador novamente. Agro tenta escapar da taxação






A entrevista do governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), concedida ao site Folha de São Paulo, neste fim de semana, demonstra um certo entusiasmo daquele que é considerado um dos piores gestores da história, tendo terminado a disputa eleitoral deste ano na 4ª colocação, perdendo inclusive para brancos e nulos. Isso num cenário onde um governador no exercício do mandato jamais perdeu a reeleição no estado, desde seu instituto. A explicação do entusiasmo é uma artculação que vem fazendo a quatro paredes com ruralistas e políticos derrotados, no sentido de colocar em pauta novamente a divisão de Mato Grosso.
O tema retorna à ordem do dia 16 anos depois de ser enterrado com a eleição de Blairo Maggi em 2002. Curiosamente antedendo dessa vez interesses do próprio Blairo, que segundo fontes, anda insultando seus amigos ruralistas demonstrando uma oportunidade (ou oportunismo), de também voltar ao poder ao perceber que perdendo o mandato de seandor não será mais ninguém em Brasília, tendo sido 'enxotado' por Bolsonaro da forma mais humilhante possível.
Além da perda de poder, outro fator que incomoda o homem mais rico de Mato Grosso é a queda da sua fortuna, que, diante da iminente taxação do agronegócio, sofrerá um grande baque.Blairo até tem confessado que concordaria com a criação de outro Fhethab, desde que Mendes colocasse a ordem em casa primeiro, e seguisse sua política de privilégios para os barões do agro.
Diversos políticos se interessaram pelo tema ainda engavetado, entre eles está o maior entusiasta da divisão, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que perdeu a disputa para o senado e agora sonha ser o senador do 'Mato Grosso do Norte', ou o nome que venha a ter o novo estado, com a capital já tendo sido, inclusive, escolhida: Sinop: base eleitoral do próprio Leitão, que poderia fazer uma dobradinha com Taques e ser um governador e o outro senador, numa chapa com o próprio Blairo Maggi.
Representantes do agronegócio consultados pelo MPopular se mostraram entusiasmado com a ideia e deverão começar as articulações já no início do ano  de 2019. O argumento principal é que o estado é proporcionalmente muito grande diante da arrecadação, o que compromete o atendimento às mais diversas cidades. Prova disso é o caos na saúde, com falta de repasse do governo para os municípios, bem como as condições de infra-estrutura (estradas para escoamento da soja), que chega a ser impossível atender pelo estado da forma que está.
O detalhe é que a parte rica do estado, onde mais se produz grãos, ficará com a maior parte do bolo tributário, e consequentemente a que mais os políticos derrotados têm interesse.
A divisão também seria uma resposta do agronegócio para o governador Mauro Mendes, que pretende salvar os dedos, colocando dinheiro novo no estado, sem o qual seguirá toda sua gestão como mero pagador de folha salarial.
A chamada bancada do Nortão, que inclui os derrotados da Assembleia, juntamente com a Famato está incentivando na surdina os prefeitos a debater o tema e articular em Brasília para que o processo seja acelerado.




fonte muvucapopular
 
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