Alta do milho ameaçada por estoque acima do esperado






De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, até o momento a alta no preço do milho foi real e melhorou as ofertas dos compradores, mas ela está mais calcada numa possibilidade de “quebra” futura de safra do que de uma certeza. “O que existe de real, de certeza, é um estoque final acima do esperado no início da safra”, diz o analista Luiz Fernando Pacheco. 


O especialista explica que a expectativa inicial era de uma sobra em torno de 10,0 milhões de toneladas, e a realidade é que estão sobrando 13,00 milhões de toneladas, isto é, 30% a mais do que o inicialmente esperado. Segundo Pacheco, isso ocorre devido a dois movimentos do mercado.
O primeiro é a redução na demanda de exportação, que ficou em 23 milhões de toneladas, contra a expectativa inicial entre 28 a 30 milhões de toneladas. O segundo é o movimento de retenção de mercadorias por parte dos vendedores que só conseguiu aumentar os estoques, sem realmente fazer o preço voltar aos R$ 42,00 ou até ultrapassá-los, como era a intenção.
Para ilustrar, o analista relembra os preços do milho de julho: “Para o lucro ser igual ao que era naquele mês, os preços em dezembro deveriam ser ao redor de R$ 40,63 em Cascavel (e estão ao redor de R$ 34,00, queda real de 16,32%); R$ 43,80 em Ponta Grossa (e estão ao redor de R$ 35,00, qued real de 20,09%); R$ 44,85 em Passo Fundo (e estão ao redor de R$ 34,00, queda real de 24,20%); R$ 45,91 em Vacaria (e estão em R$ 38,00, queda real de 17,23%) e por aí vai. Isto significa também que, mesmo que retorne aos níveis de R$ 42,00/saca, os lucros não serão os mesmos, porque os custos para o agricultor subiram nos últimos seis meses”.



fonte agrolink

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