Aproximação entre campo e segurança pública diminui furtos de gado na região Norte Araguaia




O pedido de socorro dos produtores diante da onda de violência no campo tem levado muitos sindicatos rurais a buscar maior proximidade com os agentes da segurança pública. Na região Norte Araguaia, a estratégia começa a mostrar resultados.

A quantidade de furtos e roubos à fazendas na região (especialmente de gado) levou os representantes dos produtores rurais dos municípios de Vila Rica, Santa Cruz do Xingu, Porto Alegre do Norte e São José do Xingu a procurar soluções junto às autoridades. Nos últimos meses, eles se reuniram com as Polícias Civil e Militar, Secretaria de Segurança Pública do Estado  para reforçar a importância e a urgência de ações mais efetivas na região.

Segundo o presidente do sindicato rural São José do Xingu, Fernando Tulha, a aproximação facilitou a compreensão – por parte das autoridades – quanto ao drama vivido no campo, bem como as características das atividades rurais predominantes na região, além da logística local. Informações importantes que tendem a auxiliar a polícia no combate e na repressão desses crimes.

Os produtores também passaram a receber orientações dos policiais e muitos adotaram medidas importantes de segurança que podem ajudar a evitar roubos e furtos. Entre elas, a instalação câmeras na propriedade, o uso constante de cadeados nas porteiras e, ainda, maior cuidado na hora da contratação de novos funcionários. Na avaliação de Tulha, todas as ações para minimizar a onda de crimes ao campo são fundamentais. Ele lembra que a região, onde a pecuária reinava soberana, começa a ganhar destaque também na produção de grãos. As lavouras de soja já se estendem por cerca de 800 mil hectares e pelo menos a metade disso é cultivada com milho na segunda safra. O fortalecimento da agricultura, segundo Tulha, também se torna um atrativo para os criminosos, que enxergam no roubo de defensivos e maquinários uma oportunidade de fazer dinheiro.

A troca de informações entre polícia e produtor rural acaba facilitando o trabalho das forças públicas. No início desta semana, por exemplo, dois homens foram flagrados com 48 cabeças de gado furtadas de propriedades rurais dos municípios Confresa e Alto Boa Vista. A ação conjunta da Polícia Judiciária Civil de Confresa com apoio da equipe da Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) e Polícia Militar de Santa Terezinha, mediante a rápida comunicação dos produtores rurais, resultou na apreensão dos criminosos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, as investigações tiveram início depois que a equipe da Delegacia de Confresa tomou conhecimento de diversos furtos de gado, que vinham ocorrendo na região. Durante os trabalhos, os policiais receberam informações de que o suspeito com as iniciais M.E.S., comprador de gado, morador da região conhecida como “Torre”, na cidade de Santa Terezinha, seria um dos receptadores.

Diante da informação, os policiais passaram a monitorar a propriedade agrícola do suspeito, até que na segunda-feira, dia 22, flagraram alguns animais no curral com sinais de remarcações recentes, sobrepostas a outras marcas. Os investigadores fizeram fotografias dos animais, que foram apresentadas para uma das vítimas de furto.  A vítima reconheceu algumas cabeças de gado, como sendo furtadas de sua propriedade, na madrugada de domingo, dia 21, em Confresa.

Na sequência das investigações, os policiais chegaram a outros animais com sinais de outras marcações, inclusive alguns com marcas de animais furtados recentemente em Alto Boa Vista. Segundo a polícia, “ficou evidente que as remarcações foram feitas recentemente no intuito de esconder a procedência dos animais”.

O caso exemplificado ilustra como a soma de esforços – e ações – pode gerar resultados na luta contra o crime nas áreas rurais. O próprio presidente do Sindicato Rural de São José do Xingu reforça esta tesa. Porém, Fernando Tulha também destaca qual será o próximo foco de clamor dos produtores: o poder judiciário! E o motivo é fácil de entender. Os suspeitos que foram presos no caso descrito acima, já foram soltos na quarta-feira (24). É o constante “prende-solta”, que acaba alimentado ainda mais a sensação de insegurança no campo.




fonte agencia da noticia

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