Safrinha de milho sofre quebra de 17,8%





Uma estimativa da INTL FCStone apontou que a segunda safra de milho do Brasil sofreu uma quebra de 19,8% em relação ao mesmo período do ano de 2017. De acordo com a consultoria, a produção não deve passar das 53,4 milhões de toneladas e a oferta total do grão irá registrar 9,2 milhões de toneladas, 19,1% a menos do que o último ciclo. 


Para INTL FCStone, a menor produção reflete em preços mais elevados para a cultura do milho. Segundo o Analista de Mercado da empresa, João Macedo, a exportação tende a sofrer um recuo de 37,7% em relação ao ano anterior, registrando apenas 2,12 milhões de toneladas comercializadas no mercado internacional, se aproximando dos números de 2016, quando a quebra foi maior do que está ocorrendo neste ano. 
“Entre os principais países exportadores, o Brasil possui atualmente o produto mais caro, cerca de US$8/tonelada acima da cotação na Ucrânia e US$21/tonelada acima dos Estados Unidos”, explica. 
Macedo cita a incerteza logística existente depois das consequências da paralisação dos caminhoneiros como um fator que pode estar dificultando o escoamento da safra, juntamente com a baixa produção e os altos preços. Para ele, os preços estabelecidos com o tabelamento do frete estão muito elevados. "Ao contrário da soja, o milho possui margens e preços mais reduzidos, o que impede que os produtores internalizem os custos logísticos e aceitem os fretes maiores”, pontua. 
A consultoria de mercado informou que algumas negociações vêm ocorrendo com o frete abaixo da tabela, a fim de conseguir proceder com o escoamento e não atrasar ainda mais a exportação. No entanto, as incertezas acabam dificultando o processo e o número de navios atracados no porto é menor do que nos outros anos. 




fonte agrolink


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