Preços dos exportadores de milho variam



O analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, afirma que os exportadores de milho são os únicos do setor que estão variando nos preços. De acordo com o especialista, eles estão trabalhando motivados pela alta do dólar em relação à desvalorização do real.

A valorização do dólar ante a moeda brasileira voltou a puxar para cima os preços oferecidos por exportadores pelo milho, mas não a ponto de convencer vendedores a negociarem. Baseados na perspectiva de uma produção menor e remunerados pela comercialização de outros produtos, agricultores demonstram pouco interesse em vender volumes grandes e adiam a negociação de lotes”, informa.
Segundo informa Pacheco, volumes pontuais do cereal saem para o mercado interno, que por sua vez paga a curto prazo. No entanto, a maior demanda vem das tradings, que propõem prazos mais longos de embarque e pagamento, o que acaba dificultando a concretização de acordos.
“Nesta terça-feira (22.08), o valor à vista em reais do indicador do milho Cepea/Esalq/BM&FBovespa fechou R$ 41,12 a saca de 60 quilos (-0,36%). Em dólar, o preço ficou em US$ 10,22/saca (-2,0%). Em Primavera do Leste (MT) e região, as tradings elevaram as indicações para R$ 27,50/saca FOB, com retirada e pagamento em setembro, contra R$ 27/saca FOB do dia anterior, com prazos mais longos, retirada em outubro e pagamento em novembro”, indica.
O analista salienta ainda que os acordos não saíram “porque boa parte dos agricultores estava focada em fechar negócios antecipados envolvendo a safrinha 2019. Mas, apesar da alta, não foram feitos negócios. Além de pedir um pouco mais, R$ 28/saca, vendedores vêm adiando a comercialização por acreditar em novas valorizações”, comenta. 




fonte agroliml

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