Gigantes da soja e carne usam paraísos fiscais para burlar impostos, aponta pesquisa






revista científica Nature Ecology & Evolution publicou uma pesquisa baseada em dados públicos de organismos internacionais que aponta ligações de grandes empresas do setor de carne e soja na Amazônia com paraísos fiscais.
Segundo a publicação, na maioria dos casos estudados não há indícios diretos de atividades criminosas. Os paraísos fiscais oferecem atrativos e brechas legais que permitem, por exemplo, que as empresas exportem seus produtos a preço baixo para os paraísos fiscais - ilhas Caiman, o Panamá e as Bahamas (todos na América Central) - e depois reexportam os mesmos produtos para o local de origem, com cobrança simbólica ou inexistente de impostos.
As empresas analisadas na pesquisa são: do setor de carne Bertin, JBS, Marfrig, Minerva. Do setor de soja, Bunge, Cargill, Archer Daniels Midland, Amaggi e Louis Dreyfus.
As empresas analisadas receberam, entre 2000 e 2011, cerca de R$ 102 bilhões transferidos do exterior. Destes, aproximadamente R$ 70 bilhões vieram dos paraísos fiscais. Os dados foram coletados no Banco Central, quando eram públicos. Depois de 2011 não são mais públicos devido a mudança na política de confidencialidade.
Segundo a revista, o dinheiro oriundo das operações das empresas de soja e carne nos paraísos fiscais financiam a pesca predatória.
A pesquisa aponta que a pesca predatória recebeu investimento e apoio institucional dos tais paraísos fiscais. Os dados foram coletados da Interpol e de organizações regionais de controle pesqueiro. Apurou-se que 70% dos navios pesqueiros envolvidos em pesca ilegal ou não regulamentada são de paraísos fiscais, em especial Belize e Panamá.
(Com informações do Diário de Cuiabá e Nature Ecology & Evolution)
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