Trabalhador denuncia exploração ilegal e trabalho escravo em área indígena da Marãiwatsédé






Um trabalhador rural de 33 anos denunciou ao Portal Agência da Notícia a exploração ilegal de madeira e prática de trabalho escravo em uma área indígena. Os crimes estão ocorrendo na reserva Marãiwatsédé no município de Bom Jesus do Araguaia.

 O trabalhador que não quis se identificar por ter medo de represálias conta que após trabalhar vários meses para o arrendatário da terra indígena, Vicente José Correa Neto, ficou sem receber o salário e ainda foi ameaçado de morte caso denunciasse o fato.

Além de não receber o pagamento combinado entre o patrão Vicente Correa Neto ele teria sido ameaçado de morte, fato que preocupa a vítima que teme por sua segurança, uma vez que o suspeito seria bastante perigoso, explica o trabalhador.

“Nós trabalhamos mais de 4 meses para o Vicente, ele não cumpriu o que havia combinado com a gente e quando resolvemos cobra-lo, fomos ameaçados e expulsos do local” disse o denunciante que chegou a registrar um boletim de ocorrência.

De acordo com relatos da vítima o local onde ficava o alojamento para os peões não possuía as mínimas condições de insalubridade, pois apenas um barraco de madeira e lona era o que abrigava os trabalhadores que usavam uma represa como fonte de água. No local também não havia banheiros. A carga horária de serviço eram os próprios trabalhadores que faziam.

O arrendatário pediu para que os trabalhadores aproveitassem os restos de arames e estacas das antigas cercas destruídas durante a desocupação dos produtores da Suiá Missu, mas com o tempo o material se deteriorou e a nova cerca refeita não aguentou o gado, isso fez com que o fazendeiro se negasse a pagar o serviço prestado pelos funcionários, alegando que o serviço havia ficado mal feito.

Então começou a retirada de madeira ilegal da área de reserva indígena Marãiwatsédé para construção de novas cercas. “Começamos a tirar madeira da área para a construção de novas cercas, além de estacas foram retirados vários outros tipos de madeira” conta o trabalhador.

O trabalhador procurou a Delegacia de Polícia Civil de Bom Jesus do Araguaia onde registrou um boletim de ocorrência por ameaça e caso segue sendo apurado pela PJC.

O pecuarista Vicente José Corrêa Neto não foi encontrado para comentar o assunto.



FONTE AGENCIA DA NOTICIA
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