Empresário é acusado de invadir fazenda dada por ex-secretário em MT em delação



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O empresário Roberto Peregrino Morales é acusado pelo ex-secretário da Casa Civil, Pedro Jamil Nadaf, de ter tomado posse de uma fazenda localizada em Poconé. O imóvel foi incluído no acordo de colaboração premiada feito pelo ex-secretário, acusado de participar de fraudes durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (MDB).
A área é alvo de uma briga judicial entre o ex-secretário e o empresário desde 2016. A fazenda foi devolvida à Justiça pelo valor de cerca de R$ 5 milhões e deve ir a leilão ainda no primeiro semestre deste ano.
De acordo com o boletim de ocorrência feito na manhã desta quarta-feira, esta não é a primeira vez que Roberto Peregrino Morales tenta adentrar ao local e tomar posse. O boletim de ocorrência aponta ainda que Roberto “se aproveitou que a propriedade estava vazia e invadiu o local, colocando um pneu na entrada da propriedade, nomeando o local como Fazenda 5M”.
O documento ainda relata que o empresário substituiu os cadeados utilizados e solicitou inclusive que o fornecimento de energia elétrica fosse reestabelecido pela Energisa. Em depoimento ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em setembro de 2016, Nadaf declarou ser o dono da propriedade rural de 700 hectares.
Para comprar a fazenda, o ex-secretário disse que teria utilizado R$ 500 mil dos R$ 2,150 milhões que teria recebido na fraude apurada na "Operação Seven". A operação apura suposto esquema de superfaturamento de R$ 7 milhões dos cofres públicos, por meio do pagamento pela desapropriação de uma área rural na região de Chapada dos Guimarães que já pertencia ao Estado.
Para completar o valor do bem, o ex-secretário disse ter utilizado montantes provindos de outras fraudes contra os cofres públicos. Nadaf confessou ter transferido a propriedade para o nome de Marcos Amorim, que, segundo ele, não sabia da origem ilegal dos valores utilizados para adquirir a propriedade.
A fazenda atualmente está bloqueada, pois foi um dos bens entregues pelo ex-secretário à Justiça, para garantir o ressarcimento ao erário público, em caso de condenação. Roberto Peregrino é réu na segunda ação penal derivada da Operação Seven e, conforme apurações do Gaeco, também teria participado do esquema para desvio de verba na desapropriação da área rural que já pertencia ao Estado.
Porém, ele afirmou ter sido vítima de um golpe praticado pelo ex-diretor do Sesc e por Nadaf. Hoje, o ex-secretário está solto após fazer um acordo para ressarcir o erário público em R$ 17 milhões.




FONTE FOLHAMAX
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