PF deflagra operação contra esquemas de financiamentos agrícolas






Foi deflagrado na manhã desta terça-feira (27), a Operação Outorga cujo objetivo é investigar fraude na obtenção de financiamento agrícola por empresário de Abelardo Luz (SC) e seu grupo familiar.

O esquema utiliza fraudes em documentos para o financiamento de produtos agrícolas. Foram utilizados nomes de terceiras pessoas ("laranjas") que não possuem qualquer relação com a atividade agrícola. Três cidades de Mato Grosso são alvos. As fraudes somam total de R$ 41 milhões.

Serão cumpridos 4 mandados de prisão temporária, 25 mandados de busca e apreensão, e o sequestro de bens e bloqueio de valores, em Abelardo Luz/SC, Xaxim/SC, Xanxerê/SC, Palmas/PR, Clevelândia/PR, Pato Branco/PR, Cuiabá/MT, Chapada dos Guimarães/MT e Rosário Oeste/MT.

As investigações iniciaram após, o empresário ter o seu nome esgotado devido a vários financiamentos, devido a isso, ele passou a utilizar nome de parentes e, finalmente, quando o crédito dos parentes também se esgotou, obteve diversos financiamentos em nome de diversos funcionários das empresas das quais era sócio proprietário, garantindo, assim, a liberação de valores milionários em proveito próprio e desviando valores cuja destinação é o fomento da produção agrícola.

Os valores de cada financiamento podem chegar a R$ 500 mil, bens inexistentes eram utilizados como garantia.

Vários dos nomes utilizados nos financiamentos não tinham qualquer relacionamento com a atividade agrícola, pois tratavam-se de funcionários de empresas do principal investigado.

Até o momento foram dezenas de financiamentos agrícolas liberados na instituição financeira para o empresário investigado e seu grupo familiar, no período entre 2011 e 2016, cujos valores somados alcançam a cifra aproximada de R$ 41,4 milhões.

Os envolvidos são investigados por falsidade ideológica (artigo 299 do código penal), obtenção de financiamento agrícola mediante fraude (artigo 19 da lei 7.492/86), aplicação de recursos de financiamento em finalidade diversa da prevista no contrato (artigo 20 da lei 7.492/86), peculato-apropriação de valores em prejuízo dos cofres públicos (artigo 312 do Código Penal), lavagem de capitais (artigo 1º, §1º, da lei 9.613/98) e organização criminosa (artigo 2º da Lei 12.850/13), cujas penas máximas somadas, chegam ao patamar de 47 anos de prisão.





fonte nortao noticias

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