Açougue 'fake' funcionava como farmácia e vendia até carne de tatu






Um comerciante de 48 anos foi preso em flagrante por suspeita de comercializar carne de animais silvestres em Iguape, no litoral de São Paulo. O estabelecimento, que foi fechado, funcionava clandestinamente também como farmácia e bar, em um condomínio fechado.

Uma denúncia levou policiais militares ambientais até o local, às margens da Rodovia Prefeito Casemiro Teixeira, no bairro Tucum, na sexta-feira (16). Na área de lazer, próximo as piscinas, havia um pequeno comércio onde foi encontrado o suspeito, identificado como Antônio Almir de Araújo Silva.

Ao ser questionado, o comerciante inicialmente negou qualquer irregularidade e permitiu que os policiais entrassem no local. Em dois refrigeradores, foram encontrados quatro tatus-galinha (Dasypus novemcinctus) mortos em meio a alimentos que seriam vendidos. Os animais têm a caça e a venda proibidas.

Ainda durante as buscas, a equipe da Polícia Militar Ambiental localizou 2.260 unidades de cigarros provenientes do Paraguai, e mais de 900 comprimidos de remédios, inclusive de uso controlado. Todo o material acabou apreendido e a Vigilância Sanitária foi acionada para fechar o estabelecimento.

Apesar da suspeita, Antônio negou que venderia os animais. Ele alegou aos policiais que os comprou de um caçador e que os levaria até a capital paulista, para consumí-los na casa de parentes. Entretanto, admitiu que comercializava os demais produtos, cuja procedência legal não pode provar às autoridades.

O comerciante foi preso em flagrante por crime ambiental e contrabando. Além de receber uma multa de R$ 2 mil, ele permaneceu detido e foi encaminhado à Cadeia Pública da região. O caso será investigado pelas polícias Federal e Civil para identificação de outros envolvidos na compra e venda de animais.


Fonte: G1
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