Risco de surto de ferrugem asiática está descartado em MT; Tangará lidera casos









Com a aproximação do fim da colheita da soja, a incidência da ferrugem asiática já não preocupa mais os produtores rurais mato-grossenses. Dados do Consórcio Antiferrugem, que é uma parceria público-privada com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), revelam que existem 51 casos de ferrugem asiática registrados em Mato Grosso.
“Há 30 dias, a ferrugem da soja seria uma preocupação. Hoje, com a aproximação do fim da colheita do grão, os produtores rurais estão mais tranquilos”, avalia o presidente do Sindicato Rural de Tangará da Serra, Vanderlei Reck Júnior, cujo município é considerado com a maior incidência de ferrugem no Estado, totalizando nove casos registrados.
De acordo com Reck Júnior a alta incidência de chuvas desde janeiro até o fim deste mês favoreceu a proliferação do fungo que provoca a ferrugem, que se dissemina pelo ar. “Contudo, os casos registrados já não representam ameaça para perdas nas lavouras”, explica.
Apesar de o risco de surto está descartado para esta safra 2017/2018, a ferrugem é considerada uma das doenças mais perigosas e severas contra a cultura de soja, isso porque, de acordo com a Embrapa, pode ocorrer em qualquer estádio fenológico da planta, o que acarreta em desfolha precoce, afetando diretamente na formação e enchimento das vagens. Essa redução influencia no o peso final dos grãos, que fica comprometido, afetando dessa forma a comercialização do grão.
Desde a safra 2000/2001, que os produtores rurais mato-grossenses, assim como os produtores de todas as regiões do Brasil, convivem com a ferrugem na soja. Contudo, somente na safra 2003/2004 é que a doença causou o maior dano às lavouras de soja no país, somando perdas de mais de 4,6 milhões de toneladas, conforme cálculo do Consórcio Antiferrugem, gerando o prejuízo de US$ 1,22 bilhão, mais os US$ 2,08 bilhões gastos para a contenção da doença em todo o país.


Neste ano, o Estado com maior incidência de ferrugem na soja é o Paraná com 112 casos registrados até esta segunda-feira (26), seguido do Rio Grande do Sul, com 102 registros. Em todo o país já são 479 casos registrados nos 57 primeiros dias do ano.






fonte rdnews


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