BR 364 não será duplicada, mas terá trechos com terceira pista



Sem ilusão! A BR 364 não será duplicada nem agora e nem nos próximos 10 ou15 anos. Não há interesse de nenhuma empresa em participar dos leilões dos lotes da nossa rodovia. Simples: inexiste viabilidade econômica para que os investidores recebam de volta o volume de investimentos que teriam que fazer. E a situação poderia ficar sem solução durante longos anos, não fosse a batalha de membros da bancada federal e, especialmente, neste caso, da deputado Marinha Raupp e do seu marido, o senador Valdir Raupp. No meio do caminho, eles conseguiram com que o Dnit avocasse para si a responsabilidade de cuidar e manter a 364. A bancada federal também incluiu uma emenda coletiva de 84 milhões para a recuperação da rodovia. Marinha, sozinha, emplacou outros 60 milhões de reais. E será esse dinheiro que vai ao menos amenizar a situação da rodovia, naqueles trechos considerados mais perigosos e que, imaginava-se, apenas a duplicação resolveria. A alternativa não é a ideal, a perfeita, mas deve-se concordar que é viável e amenizaria os terríveis perigos que a BR traz a milhares de motoristas, nos seus pontos mais perigosos. O dinheiro da emenda de Marinha e outros recursos que virão, serão utilizados para a construção de terceiras pistas, nos pontos mais perigosos da BR 364. Estas novas pistas serão construídas como pequenos trechos, onde a lentidão dos caminhões e as ultrapassagens feitas por motoristas (que não respeitam a sinalização e arriscam suas vidas e as dos outros) causam as maiores tragédias, tirando dezenas de vidas, todos os anos.

O projeto, já aprovado pelo Dnit, como contou a deputada em entrevista à Rádio Parecis FM e ao jornalismo da SICTV/Record, prevê nada menos do que 28 trechos de terceira pista. Os primeiros 14 deles, serão implantados entre Vilhena até Ji-Paraná. Os demais, não se sabe ainda se simultaneamente ou se após os primeiros estarem concluídos, serão construídas entre Ji-Paraná e Ariquemes. Pode não ser o ideal, mas é o possível, o realizável. E tem que se tirar o chapéu para a deputada-operária Marinha Raupp, que mesmo embaixo de críticas dos adversários, que tentam diminuir seu trabalho de mais de duas décadas no Congresso, continua sendo a campeã de conseguir investimentos para Rondônia, em todos os setores. A última contra ela é de que a parlamentar estaria apoiando um projeto de instalação de pedágios na BR 364, uma história tão esdrúxula que só pega mesmo no lado putrefato das redes sociais. Marinha não liga. Enquanto alguns poucos tentam prejudicá-la, ela vive sob os aplausos e o respeito de uma maioria que vê os resultados concretos do seu trabalho. Ela – e toda a bancada federal – merecem aplausos por essa medida que vai ao menos atenuar um pouco os intensos perigos da nossa principal rodovia.

CONFÚCIO EM DOSE DUPLA

Confúcio Moura governa com um olho na administração e outro na campanha. Faltam poucos dias para que, oficialmente, ele deixe o poder, para lançar-se numa disputa acirrada por duas cadeiras no Senado, entre alguns peso pesados da política rondoniense, como seu companheiro Valdir Raupp; o ex senador Expedito Júnior e o prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires. Em suas andanças pelo Estado, Confúcio entrega obras, anuncia benefícios, mas também já fala como pré candidato. Em seu Blog, muito utilizado para mandar recados aos assessores e agora como outra importante ferramenta na corrida pelo Senado, o Governador aproveita para emitir suas opiniões e expor teorias, que certamente levará para os palanques. Algumas, aliás, bastante controversas, embora verdadeiras. Ele defende o enxugamento do Estado e o fim dos privilégios a presos, querendo que eles trabalhem para seu sustentar nas cadeias, coisas que, neste país onde o Estado é a grande mãe e as leis são feitas para defender os bandidos, podem ser gol contra na hora de pedir votos. Em 5 de abril, quando deixar o comando do Estado, caso se concretize tudo o que está planejado e não haja uma grande reviravolta, Confúcio bate o martelo para a campanha aberta. As últimas pesquisas dizem que as chances dele ser Senador da República, são muito grandes.

DANIEL VAI OU NÃO VAI?

Enquanto isso, Daniel Pereira aquece as turbinas para assumir. E já quer fazê-lo com plano de voo sólido, para deixar sua marca na administração estadual. Se a decisão fosse hoje, Daniel não seria candidato à reeleição, embora, se o fosse, poderia fazê-lo no cargo, ao contrário de Confúcio, que não pode mais ser reeleito. Essa é a grande dúvida de Daniel e seu futuro governo: caso não dispute o comando do Estado, sua administração terá um direcionamento; se o fizer, terá que trabalhar com um olho no - Governo e outro na campanha. A pressão sobre o futuro Governador é imensa. Seus companheiros de partido, o PSB não pensam em outra coisa. É quase uma exigência para que ele concorra, para mais um mandato. Claro que essa situação envolve muitos interesses, grandes decisões e influencia na vida de muita gente. Daniel sempre foi um político cuidadoso e equilibrado e sua atuação como vice governador lhe outorgou todas as credenciais para assumir o Estado, sabendo-se que ele estará em boas mãos. O problema, contudo, é a dúvida crucial: vai ou não vai? Há algumas semanas, se perguntado, Daniel tinha a resposta na ponta da língua: não! Mas, passado algum tempo e com o quadro como está, inclusive pelo fato de que ele poderia ser uma novidade muito viável na disputa pelo Palácio CPA/Rio Madeira, o não pode virar sim. Em breve, saberemos!

HILDON ABRE O JOGO

O prefeito Hildon Chaves tem percorrido programas de rádio e TV, mas também tem usado muito as mídias sociais, para falar sobre o que deu certo e o que ainda não está funcionando na sua administração; para explicar o caso do desemprego dos vigilantes; mostrando números que sintetizam a economia de milhões de reais, em pouco mais de um ano de governo, apenas renegociando contratos e cortando a gordura. As grandes obras que começarão em breve na cidade, os pesados investimentos em infraestrutura; a complexidade do trânsito da Capital e as soluções que estão sendo buscadas, além da luta para melhorar a saúde pública, também estão na pauta. Nas questões políticas, o Prefeito tem se mostrado renitente. Jura que não será candidato a nada em 2018 e que sua única meta é concluir um grande mandato à frente da maior cidade do Estado. Vivendo um momento difícil, de muitas críticas pelos problemas na saúde e as alagações nos bairros, principalmente, Hildon chega a dizer que nem sabe se será candidato à reeleição. Quando passar o turbilhão do momento, certamente as coisas mudarão. Reeleição estará sim, na agenda dele!

DISPUTA COM NEBULOSIDADE!

A disputa pelo Governo, aliás, continua sem grandes novidades. Ivo Cassol ainda lidera as pesquisas; Maurão de Carvalho está com sua candidatura consolidada, assim como Acir Gurgacz. O procurador Héverton Aguiar virá sim para a disputa, pelo PODEMOS, o partido que sucedeu o PTN. Há ainda pelo menos duas dúvidas importantes, entre os nomes que teriam chances reais de chegar lá. Um deles é Expedito Júnior, o nome que se destaca nas pesquisas para o Senado, que pode vir a ser candidato ao Governo, caso Cassol não possa sê-lo, por problemas legais. É uma espécie de Plano B de uma aliança que estaria unindo o PSDB e o PP para a corrida sucessória em Rondônia. Ou o PP e o PSD, caso Expedito decidir cair fora do ninho tucano. O outro é Daniel Pereira, o vice governador de Confúcio, líder do PSB, que está sendo pressionado a entrar na disputa, embora, até agora, ainda não tenha se decidido. Ou seja, a briga pela cadeira de Confúcio Moura, a partir de 2019, ainda está muito confusa, cheia de nebulosidades, como as nuvens que têm sobrevoado Rondônia, neste inverno amazônico. Há ainda muito mais dúvidas que certezas. Com exceção das candidaturas de Maurão e Acir (e ele também corre risco, por problemas com a Justiça), nada mais se pode afirmar com certeza, neste momento.

RETORNO SEM FIM

Tem obras e tem obras. Por exemplo: as dos viadutos da Campos Sales estão indo com uma rapidez surpreendente e, a continuar assim, toda a estrutura poderá ser entregue ainda antes de julho, O que já seria uma antecipação de quase seis meses em relação ao cronograma inicial. Mas há outras, inclusive muito menores, que dão nos nervos! Por exemplo: há uma semana foi interditado o retorno da BR 364, em frente ao Cemitério Jardim da Saudade, para fechamento dos buracos que tomaram conta da rodovia, naquele local e implantação de melhorias. Uma semana e tudo parado, para um serviço que poderia ser concluído, sem grande esforço, em apenas um dia de trabalho. O atraso, porque a obra começou e logo parou, está causando grandes transtornos para quem usa o retorno para ir à zona leste, ao próprio Cemitério ou a empresas que se localizam ao longo da BR. O motorista que precisa usar o retorno tem que andar pelo menos dois quilômetros, quem sabe um pouco mais, para usar o retorno defronte a Eletronorte. Será que não dá pra baixar o espírito dos viadutos da Campos Sales, para resolver logo essa obrinha de 24 horas, que já está demorando mais de uma semana?

UMA DESTRUIÇÃO MISTERIOSA

A prisão do presidente da Fecomércio, no Rio de Janeiro, por denúncias na Operação Lava Jato, suspeito de desviar recursos do Sesc, acendeu uma lâmpada em outras regiões do país. E trouxe novamente ao cenário o caso da destruição, do dia para a noite, da enorme área do Sest/Senat em Porto Velho. Ali, centenas de trabalhadores tinham imensos benefícios, além de uma enorme área de lazer. O parque era tão grande que chegou a sediar feiras da indústria, promovidas pela Fiero, que não tem ligação direta com o Sest/Senast, mas utilizava o espaço em parceria. Quando a direção nacional do Sest/Senat, liderada pelo empresário mineiro Clésio Andrade, decidiu fazer uma série de demissões em Porto Velho, a Justiça Trabalhista mandou recontratar todos ou indenizá-los. Não foi feita nem uma coisa e nem outra. Máquinas enormes foram contratadas e destruíram tudo, demolindo prédios e até a piscina que era usada pelos trabalhadores. Ninguém recebeu indenização alguma. Os materiais que sobraram (aparelhos de ar condicionado, mobiliário e outros), estão em Brasília e não foram leiloados, como se imaginava que seriam, para parar as obrigações trabalhistas. A destruição impressionante de uma superestrutura que servia à coletividade, até agora é misteriosa.

PERGUNTINHA

Se fosse verdadeira a intenção do Presidente Michel Temer de concorrer à reeleição, para mais um mandato comandando o país, você votaria nele?

Fonte:Sérgio Pires
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