Café ocupa área de 80 mil hectares




A cafeicultura em Rondônia a cada dia conquista mais adeptos. Com aproximadamente 23 mil produtores, o café ocupa uma área de mais de 83 mil hectares em vários municípios do Estado. A produção é predominante da variedade é o conilon robusta, por ser mais resistente e a que melhor se adaptou à região.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção do Estado na safra 2017/2018 deve atingir entre 2,3 e 2,4 milhões de sacas beneficiadas, representando um aumento de 17 a 24% superior à safra 2016/2017.
A maior parte da produção de café no Estado está concentrada nos municípios de Alto Alegre do Parecis, Alta Floresta do Oeste, Cacoal, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia do Oeste e São Miguel do Guaporé.
O secretário estadual de Agricultura, Evandro Padovani, explica que com as melhorias genéticas dos grãos surgiram variedades mais produtivas, como os clonais, que, além da alta qualidade do fruto, tem a possibilidade de os produtores colherem até 180 sacas por hectare.
De acordo com Padovani, Rondônia possui mais de 80 viveiros credenciados junto ao Mapa e à Idaron que, juntos, produzem mais de 25 milhões de mudas. Mesmo assim, com toda essa produção, não estão conseguindo atender à demanda do café clonal. “Isso é um bom sinal porque mostra que o produtor está substituindo as lavouras antigas, de baixa produtividade, por lavouras tecnificadas, de qualidade e de alta produtividade”, destaca.
“Antes o café mais comentado era o café do Estado de Espírito Santo, agora é o de Rondônia”, ressalta, orgulhoso, o proprietário do Viveiro em Nova Estrela, distrito de Rolim de Moura, Alcides Rosa.
Atualmente o viveiro do Alcides produz 1,2 milhão de mudas de café conilon, das quais 630 mil são comercializadas para produtores dos estados de Rondônia e do Mato Grosso, enquanto as outras 530 mil são vendidas para o governo Estadual. “Eu não esperava que o café chegaria a tudo isso”, confessa o produtor.
De acordo com Alcides, a comercialização de mudas de café nem sempre foi assim. Há 12 anos trabalhando com viveiro, ele conta que somente em 2013, após o governo de Rondônia implantar o programa do café clonal e a revitalização da cafeicultura, através do programa estadual “Plante Mais”, incentivar os produtores com a nova tecnologia, disponibilizando mudas de qualidade e acompanhamento de técnicos, é que a cafeicultura cresceu e para acompanhar a evolução a produção dele pulou de 300 mil para 1,2 milhão unidades. (AI)




fonte diario da amazonia

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