‘Balé’ das máquinas entrou em campo. Soja nova saindo das lavouras e milho e algodão sendo cultivados pelo Estado





O interior mato-grossense está em ritmo de safra e com ele surge o ronco das máquinas agrícolas que quando não estão colhendo ou plantando, estão em plena execução de tratos culturais como os da pulverização. Nesse momento em que a nova soja começa a entrar no mercado, produtores encenam um verdadeiro ‘balé’ de máquinas, com colheitadeiras extraindo a oleaginosa e as plantadeiras semeando a segunda safra. Safra e safrinha se fundem pelo Estado. Milho e algodão estão sendo cultivados na medida em que a soja vai sendo colhida. 

Conforme o primeiro Boletim Semanal do ano, divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a nova safra de soja está aberta e vai se concentrando no médio norte e no oeste. Na última semana, a colheita da safra 2017/18 da soja encerrou com 1,29% da área estimada em Mato Grosso, de 9,42 milhões de hectares. No comparativo com a mesma semana de 2017, cerca de 5,33% da área já estavam fora do campo, enquanto que, na média das últimas cinco safras, 2,9% da área apresentavam-se colhidas. 

“O avanço mais retraído nesta safra é decorrente dos atrasos na semeadura e, principalmente, dos grandes volumes de chuvas registrados nos últimos dias em boa parte do Estado. De maneira geral, a região mais avançada é a oeste, com 3,02% da área total colhida, por ser a maior região produtora de algodão no Estado. Do outro lado, as regiões com menor avanço são a nordeste, que ainda não apresenta reportes de colheita, e posteriormente a região sudeste, que está com apenas 0,82% da área total colhida”, pontuam os analistas do Imea. 

A expectativa é para que a colheita ganhe volume a partir desta segunda quinzena. Para este mesmo período há previsões climáticas para significativos volumes de chuvas neste período, podendo refletir nos trabalhos de campo e assim, impactar no ritmo de plantio do milho e do algodão. 

SEGUNDA SAFRA - A semeadura do milho para a safra 2017/18, teve início nesta última semana, mas soma apenas 0,08% do total da área estimada – 4,24 milhões de hectares -, sendo reportados avanços apenas nas regiões médio norte e norte do Estado, com 0,19% e 0,03%, respectivamente. “O forte volume de chuvas desde a primeira semana do ano tem impossibilitado o andamento da colheita de soja em grande parte do Estado e, com isso, a semeadura já apresenta um atraso de 2 p.p. frente ao que foi visto no mesmo período do ano passado”, explicam os analistas. 

Além das chuvas que marcam esse momento do verão no Estado, os analistas destacam ainda que existem um outro fator que freia o andamento do milho nesse momento: a preferência ao cultivo do algodão segunda safra, principalmente nas regiões oeste, sudeste e centro-sul do Estado. “Por isso, é esperado que os produtores aguardem condições climáticas melhores para procederem com a colheita da soja e, em conjunto, avançarem com os trabalhos da semeadura do cereal, ficando, assim, aguardados avanços maiores a partir do dia 20 deste mês”. 

O algodão é a cultura que apresenta o maior atraso para o período. O plantio teve inicio ainda na segunda quinzena de dezembro e teve algumas áreas de soja aproveitadas diretamente para a cultura, ao invés de ter sido replantada com a oleaginosa. 

Conforme o Imea, a semeadura do algodão 2017/18 atingiu 12,14% do total da área estimada (725,56 mil hectares) até a última sexta-feira e um avanço semanal de 3,46 p.p. “Os atrasos na colheita da soja em grande parte do Estado, decorrentes do forte volume de chuvas registrado desde a primeira semana do ano, já implicam nos trabalhos de campo da segunda safra do algodão, que exibiu nesta semana um atraso de 10,93 p.p. frente ao mesmo período do ano passado. Esse retardo também se deve às dificuldades na semeadura de primeira safra, também prejudicada pelo alto volume pluviométrico durante o final do ano”. 

Ainda como fatores que tem prejudicado o avanço da semeadura, os analistas do Imea chamam à atenção para a mela, doença em fase inicial do estabelecimento da cultura. “Apesar da umidade no solo – o que cria condições ideias ao plantio - a mela tem sido controlada e não está causando preocupações aos produtores como se esperava pelo alto volume de chuvas, no entanto, é necessário que o controle continue, dado a previsão de que a chuva perdure em grande parte do Estado na próxima semana e possa ampliar a incidência da mela”. 




FONTE DIARIO DE CUIABA

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