2017, ano de soja farta e preços baixos






Bônus e ônus, assim se pode resumir a história da sojicultora mato-grossense em 2017. A oferta recorde de produção e produtividade, saldo bastante comemorado, derrubou os preços médios do grão, deixando a rentabilidade do produtor mais vulnerável e achatando os recursos disponíveis para a safra 2017/18. 

Mato Grosso registrou o menor crescimento de área dos últimos cinco anos, com 9,4 milhões de hectares cultivados na safra 2016/17, temporada colhida de janeiro a abril desse ano. Do ponto de vista produtivo, o resultado foi recorde, a produtividade da safra 2016/17 encerrou com média de 55,4 sc/ha no Estado, a maior já registrada na série histórica do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). 

“Como consequência de uma produção histórica de 31,27 milhões de toneladas a sojicultora mato-grossense contabilizou reflexos, principalmente no esmagamento, que em novembro já superou o total esmagado em 2016. Junto a isso, as exportações até novembro também se mostraram recordes, de 17,78 milhões de toneladas. Apesar desse destaques positivos, que vieram a reboque da superprodução, a farta oferta trouxe problemas”, apontam os analistas do Imea. 

Como explicam, a safra recorde em Mato Grosso, aliada à oferta mundial do grão, derrubou os preços nominais em grande parte de 2017, que mostrou, no acumulado de janeiro a dezembro deste ano, desvalorização de 18,79% em relação ao ano anterior. Com isso, as vendas do grão em 2017 apresentaram-se bastante lentas e pontuais, com o produtor aproveitando para negociar em momentos de alta das cotações da oleaginosa. O preço da soja em Mato Grosso encerrou o ano com média anual de R$ 55,55/sc. “Isso se deve, sobretudo, à grande oferta do grão, aliada às baixas do dólar e das cotações do mercado externo”. 

PERSPECTIVAS - Para a nova safra no Estado são esperadas 30,60 milhões de toneladas, com previsão de recuo de 2,14%, ou 670 mil toneladas, ante a safra 2016/17. Do ponto de vista produtivo, é estimada uma redução de 2,31% na produtividade estadual, passando para 54,12 sacas por hectare, puxada pelo atraso na chegada das chuvas, que retardaram o andamento inicial da semeadura. Dito isso, as condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras e na hora da colheita serão determinantes para a consolidação dos rendimentos a campo. 

“No cenário mundial, ainda há incertezas quanto ao direcionamento das cotações da soja, mas elas seguem oscilando em um viés de queda, que persiste ao longo de 2017, porém os possíveis impactos do fenômeno La Niña na América Latina, principalmente sobre as lavouras argentinas e do sul do Brasil, podem inverter o cenário apresentado neste ano. Assim, a safra 2017/18 promete ser mais um desafio para o produtor de soja mato-grossense”, avaliam os analistas do Imea. 






fonte diario de cuiaba

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