Fazendeiro é condenado a 72 anos de prisão por executar 4 pessoas da mesma família em Terra Nova do Norte-MT






José Antônio da Silva foi condenado, foi condenado a 72 anos de prisão por ter assassinado quatro pessoas da mesma família no município de Terra Nova do Norte (675 km ao Norte de Cuiabá). Uma menina de apenas sete anos estava entre as vítimas.

A condenação aconteceu em júri popular, na quarta-feira (22) de novembro - dezessete anos após o crime, que aconteceu em outubro de 1990. Cabe recurso à decisão.

Todas as vítimas foram executadas com disparos de arma de fogo. São elas: Creuza Cardoso de Oliveira, José Pedro Martins, Raimundo Ferreira de Souza e Luciene Cardoso de Oliveira (que tinha 7 anos).

O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) aponta o fazendeiro Clemente de Almeida como mandante do crime. Ele foi condenado a 67 anos de prisão.

Execução cruel
De acordo com a decisão judicial, a família foi morta com disparos de arma de grosso calibre. A matança teria sido motivada por uma disputa por terra.

A família foi intimada pelos executores a deixar a propriedade onde morava, localizada na a região conhecida como Sexta Agrovila, em Terra Nova do Norte. As vítimas concordaram em sair após as ameaças, porém, no caminho de volta, os capangas encontraram José Pedro Martins, que disse só sair do local se apresentassem a documentação da propriedade.

José foi morto com um tiro na cabeça, logo após a resposta. Eles voltaram para o barraco da família e mataram Raimundo, Creuza e a criança por último - que viu o tio e a mãe serem mortos.

"Após sofrer tamanha pressão psicológica Luciene foi agarrada por Clemente que a conduziu-a até uma vala, disparando dois tiros de pistola 7.65 contra o franzino corpo da criança". O fazendeiro "ao constatar que a menina ainda estava viva, empunhou uma espingarda de grosso calibre e disparou o tiro fatal, destruindo o crânio", diz trecho do processo.

Sinval do Nascimento França também participou do crime. Ele era  empregado do fazendeiro e também foi condenado a 35 anos de prisão. O quarto acusado de participar da chacina faleceu em 1992 sem ser julgado.


Fonte: ReporterMT

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