Grupo armado reinvade garimpo e atira em PMs; Bope é acionado





Um grupo fortemente armado voltou a invadir uma área de garimpo ilegal na Serra do Caldeira, em Pontes e Lacerda (483 km de Cuiabá), no último sábado (30).

De acordo com o coronel PM Henrique Santos, do Comando Especializado, os seguranças de uma empresa de mineradora informaram que o grupo, de aproximadamente 40 pessoas, chegou em 10 veículos.

Fortemente armados, eles atiraram contra os seguranças, que conseguiram fugir e acionaram a PM, na manhã de domingo (1º).

Conforme o coronel, duas viaturas se dirigiram até o garimpo na tarde de domingo e foram recebidas a tiros pelo grupo.

Depois de alguns minutos de tiroteio, os policiais tiveram que recuar. Não há informações de feridos.

Essa é a segunda invasão de homens armados na área federal, rica em ouro – desocupada em novembro de 2015 após a invasão de mais de 5 mil pessoas. A primeira ocorreu em dezembro de 2016.

O coronel informou que a Secretaria de Segurança Pública já encaminhou um reforço para Pontes e Lacerda.

Os homens enviados fazem parte do GOE (Grupo de Operações Especiais), Garra (Grupo Armado de Resposta Rápida), Rotam (Ronda Ostensiva Tática Móvel), Força Tática e Bope (Batalhão de Operações Especiais).

Ainda de acordo com o coronel, os policiais devem realizar a desocupação do garimpo nesta segunda-feira (2).

“Por volta de 8h, eles [policiais] já se dirigiram até o garimpo para fazer a retirada dos invasores. Como no local a comunicação é ruim, só vamos ter notícia da operação no período da tarde”, informou.

O caso

A corrida pelo ouro em Pontes e Lacerda foi confirmada pelo Governo do Estado no dia 12 de outubro de 2015.

À época, cerca de 600 pessoas invadiram a área, após a divulgação de que uma grande quantidade de ouro havia sido encontrada no local.

A disseminação de fotos e vídeos (muitos fruto de montagens falsas) nas redes sociais colaborou para intensificar a invasão ao local, que chegou a receber mais de cinco mil pessoas.

No dia 10 de novembro, a área foi desocupada em cumprimento a uma determinação do juiz federal Francisco Antônio de Moura Júnior, da 1ª Vara da Subseção de Cáceres.

A ação contou com o apoio da Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Grupo Especializado de Fronteira (Gefron) e do Corpo de Bombeiros.



fonte midia news

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