500 famílias do MST ocupam 2 fazendas de MT




Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que está fazendo uma série de protestos no país chamando a atenção para a reforma agrária, ocupou, em Mato Grosso, 2 fazendas em 48 horas.

Na madrugada de segunda-feira (16), 200 famílias entraram na fazenda Rancho Verde, em Cáceres (225 Km a Oeste de Cuiabá).

Conforme o MST, esta propriedade que já foi vistoriada e considerada improdutiva e está em disputa no judiciário federal há mais de 10 anos. "Enquanto isso as famílias sem terra permanecem em baixo de barracos de lona em situação de vulnerabilidade absoluta", diz trecho da nota do movimento.

De acordo com o MST, há em alguns casos risco de morte não só em possíveis conflitos armados, como também por viverem às margens de rodovias.

A data escolhida para a ocupação - Dia Mundial da Alimentação - se refere à prioridade que o movimento diz estar dando a lavouras orgânicas, livres de agrotóxicos, e de ítens que compõem o prato do brasileiro, como arroz, feijão, mandioca, quiabo, abóbora, hortaliças e outros. Ou seja, plantio para comer no local e não com vistas à exportação.

Nesta madrugada, 300 famílias ocuparam a fazenda Três Barras, em Dom Aquino (166 Km ao Sul de Cuiabá), uma área de 5 mil hectares, segundo o movimento, improdutiva.

De acordo com o MST, é mais seguro para estas famílias aguardarem uma posição do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Justiça Federal quanto a áreas já vistoriadas e que podem ser disponibilizadas para reforma agrária no Estado.

Tanto os proprietários da fazenda Rancho Verde quanto a Três Barras ainda não se manifestaram publicamente sobre as ocupações. Ainda não há informações sobre pedidos de reintegração de posse.

Em nível nacional, 1000 trabalhadores rurais ocuparam o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão em Brasília esta manhã. "A mobilização denuncia o desmonte da política de reforma agrária", diz trecho de nota do movimento.

“Desde o dia 16 de outubro, estamos em jornada unitária dos movimentos do campo que tem como objetivo pressionar o governo federal para restabelecer com prioridade o orçamento da política agrária”, reafirma Atiliana Brunetto, da coordenação nacional do MST.


Fonte: Gazeta Digital


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