Preço da soja deve subir, prevê AgResource Brasil





Na visão do analista Matheus Pereira, analista AgResource Brasil, os preços da soja devem se ajustar para um patamar de equilíbrio acima dos US$ 10 por bushel na Bolsa de Chicago. Segundo ele, isso deve ocorrer porque a safra norte-americana deverá ser reajustada para baixo, pois está sobrestimada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
“O Mercado da Soja passa por um momento de transição de variáveis (foco do mercado). Agora, os operadores da commodity se concentram, em maior peso, nas estimativas, projeções e relatos de produção nos Estados Unidos”, explica Pereira. 
De acordo com ele, as demais variáveis componentes da formação de preços – como demanda mundial, consumo doméstico, estoques finais e produção estimada na América do Sul – voltarão a fazer parte da formação de preços apenas quando uma produção final dos EUA estiver mais definida: “O que começa a acontecer no final de setembro, com um começo de colheita, e se dilui até começo de novembro”.
Questionado sobre a tendência de preços para os próximos meses, e que fatores devem influenciar essas cotações, o analista da AgResource afirma acreditar em valorização. “Não concordamos com a produção total estimada pelo USDA, em seu último relatório de Agosto. Mesmo que o Departamento não traga ajustes no relatório do USDA [desta terça-feira], ainda acreditamos que a produção final deverá ficar em torno dos 113,5 MT, contra os 119,2 MT do USDA de Agosto”. 
“Com uma produção final norte-americana menor, preços devem se ajustar para um patamar de equilíbrio acima dos $10 (Chicago), assim como um aumento da área brasileira de soja mais sucinto, neste novo ano safra 2017/18, que se inicia”, aponta o especialista. 
“A demanda chinesa continua agressiva e com compras físicas extraordinárias, o Brasil e os Estados Unidos passam por campanhas em embarques recordes (sim, em ambos os locais). Apesar de que as novas compras contratuais (soja em papel para embarque futuro), estão sendo limitadas ao grão brasileiro, visto que os chineses não querem apostar em compras futuras para o grão norte-americano”, conclui


fonte agrolink

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