Milho ‘safrinha’ fecha com mais 30 milhões/t





Com o fim da colheita do milho segunda safra, em Mato Grosso, o que brota do campo agora são os resultados. A expectativa de recorde se confirmou, tanto em volume produzido quanto em rendimento por hectare semeado. A safra 2016/17 fechou com recorde de oferta, sozinho, o Estado produziu 30,5 milhões de toneladas, volume inédito para toda a série histórica da cultura em Mato Grosso.

O fechamento da safra faz parte do sexto levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado ontem. Os dados, como apontam os analistas, consolidação a produtividade como fator determinante para o saldo inédito. O volume atual de 30,45 milhões de toneladas representa um aumento de 59,45% em relação ao ciclo passado, o equivalente a um montante de 11,35 milhões de toneladas a mais sobre a safra 2015/16. Os analistas, fazem questão de destacar que o volume recorde atual se dá sobre uma amplitude de resultados, pois fundamenta-se na quebra de safra em um ano (2015/16) e em uma safra plena no outro. De todo modo, o volume de mais de 30 milhões de toneladas é avaliado como surpreendente.

E o fator mais comemorado e responsável pela oferta plena das lavouras foi a produtividade, fator que interferiu positivamente no resultado final, refletindo diretamente sobre a estimativa de produção estadual do cereal. O rendimento médio fechou em 107,1 sacas por hectare (sc/ha), aumento de 3,12% antes as 103,9 sc/ha levantadas na quinta estimativa de safra. Quando comparada à safra 2015/16, esta produtividade representa um acréscimo de 45,27%, consolidando-se como a segunda melhor marca já registrada para o Estado, ficando atrás apenas da safra 2014/15, quando os produtores de Mato grosso colheram 108,6 sc/ha. Nessa safra a produção somou 26,19 milhões de toneladas.

“Apesar de na média geral do Estado e deste ser o segundo melhor resultado da história, as regiões centro-sul, noroeste e sudeste registraram as suas melhores marcas, com 106,0 sc/ha, 98,2 sc/ha e 108,7 sc/ha, respectivamente. Porém, a maior média de produtividade dentre as regiões na safra ficou com a região oeste, que registrou 114 sc/ha, aumento de 27,9% em relação à safra 2015/16. Os bons rendimentos a campo foram resultado de uma gama de fatores, mas dentre os principais estão a semeadura de grande parte do milho dentro da janela recomendada e o prolongamento das chuvas nos meses de abril e maio”, observam os analistas.

A previsão manteve inalterada à área semeada em Mato Grosso de 4,73 milhões de hectares. Quando comparada à área consolidada via satélite na safra 2015/16, a mesma apresenta um incremento de 421 mil hectares ou 9,76% de aumento. A consolidação da área da safra 2016/17 deverá ocorrer nos próximos meses através dos dados compilados por meio do monitoramento por sensoriamento remoto realizado pelo departamento de geoprocessamento do Imea.

Os analistas chamam à atenção para o volume já comercializado. “Apesar deste grande montante produzido, já haviam sido comercializados até o mês de julho, 73,02% desta produção, restando assim menos de 27% de milho disponível no mercado da atual safra”.

PESO – Levando em consideração o fechamento do mercado de agosto, quando a saca de milho teve média de R$ 12,33, a safra encerrou com o gosto amargo da superprodução, quando a pressão negativa sobre os preços fala mais alto. Em comparação ao mesmo período do ano passado, há uma desvalorização tão grande quanto o do aumento da produção: 55%. Como mostrou o DIÁRIO na semana passada, a diferença estava ainda maior, já que a saca nessa última semana de agosto teve pequena valorização de 2,08%, com ganho em reais de R$ 0,25/sc, quando passou de R$ 12,08 para R$ 12,33.

FATORES - Neste levantamento a produtividade da safra 2016/17 de Mato Grosso foi consolidada, apontando incrementos em todo o Estado, como observam os analista do Imea. As regiões com médias mais elevadas foram a região oeste, com 114 sc/ha e a médio-norte, com 109,0 sc/ha. Até mesmo as regiões com produtividades historicamente mais baixas, norte e noroeste, registraram 93,2 sc/ha e 98,2 sc/ha, respectivamente. No entanto, o destaque deste levantamento é a recuperação das regiões nordeste e noroeste, que apresentaram 153,5% e 53,9% de aumento em relação ao ciclo anterior, 2015/16, respectivamente. “Esta discrepância é facilmente explicada pela quebra de safra no último ano que deu espaço à safra plena neste ciclo. Assim, para o bom desenvolvimento das lavouras, foram primordiais os investimentos contínuos a campo, a semeadura dentro da janela ideal e as condições climáticas favoráveis, com chuvas em momentos fundamentais à cultura, entre outros fatores, para alcançar este grande resultado a campo na safra 2016/17”.




FONTE DIARIO DE CUIABA
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