Cinco são presos por caça e furto de madeira na Terra Indígena Apiaka-Kayabi em MT





Operação de combate à exploração, ao transporte e à comercialização ilegal de madeira na Terra Indígena (TI) Apiaka-Kayabi, no município de Juara (MT), resultou na apreensão e inutilização de bens e equipamentos usados em infrações ambientais. Agentes ambientais federais também recolheram 25 kg de carne de animais silvestres, três armas de fogo e munições de diversos calibres. Cinco pessoas foram presas em flagrante e encaminhadas à Polícia Federal (PF) em Sinop (MT).

Além das infrações ambientais, os envolvidos serão denunciados ao Ministério Público Federal pelos crimes de associação criminosa, furto, porte ilegal de arma de fogo, caça e exploração ilegal de madeira.

Na terra indígena, agentes do Ibama encontraram grande quantidade de madeira em tora com indícios de corte recente. O material estava pronto para ser transportado. Técnicos do Ibama apuram os danos ambientais causados à região. Empresas madeireiras de Juara suspeitas de receptação, industrialização, lavagem de dinheiro e comércio da madeira ilegal também serão investigadas.

“Além de ampliar o desmatamento no estado, o furto de madeira coloca em risco a integridade física dos povos indígenas”, disse a superintendente do Ibama em Mato Grosso, Livia Martins.

Localizada no município de Jurara (MT), a TI Apiaká-Kayabi se estende por 109,2 mil hectares e é tradicionalmente ocupada por aproximadamente 800 indígenas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Da Assessoria


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