Animais mortos e vegetação destruída: queimadas causam prejuízo ambiental e desesperam agricultores





Uma série de incêndios vem atingindo propriedades rurais e deixando um rastro de destruição e morte no interior de Mato Grosso. Em Nova Ubiratã (480 km de Cuiabá), as chamas, de grandes proporções, acabaram com mais de 350 hectares de vegetação do Assentamento Entre Rios. A ação criminosa ainda resultou na morte de pelo menos 23 vacas leiteiras, das raças Jersey, Girolando e Nelore, e outras centenas de animais silvestres. A mesma situação tem sido registrada desde o início do mês entre os municípios de Colíder (480 km da Capital) e Nova Santa Helena (605 km de Cuiabá).


De acordo com o Corpo de bombeiros, lá, o fogo já se estendeu por mais de 50 km na região, que conta com baixo efetivo de profissionais. Deste modo, os militares tem priorizado os casos nos quais as chamas ameaçam atingir imóveis, na cidade. A situação foi registrada por usuários do Facebook que transitavam pela rodovia MT – 320, que dá acesso à cidade.
 
Foi informado ainda que, no sábado (16) a grande concentração de fumaça chegou a atrapalhar a visibilidade na via, fazendo com que o trânsito fosse interditado. Após horas de contenção e monitoramento, no entanto, o fogo dissipou-se para longe das margens da estrada, que foi liberada. Só neste ponto o incendeio resultou na morte de animais e em aproximadamente 1200 mil alqueires de mata e pastagem queimadas.


No caso de Nova Ubiratã, a Prefeitura precisou solicitar apoio do Governo Federal para combater mais de mil focos de calor detectados no município. De acordo com a administração, somente na propriedade de uma agricultora, identificada como Maristela Palschi, morreram seis animais, sendo três vacas adultas e três novilhas de 18 meses de vida. Outras quatro vacas e um bezerro sofreram queimaduras graves e correm o risco de serem sacrificados.
 
De acordo com a Prefeitura da cidade, a situação no assentamento ganhou repercussão depois que ela divulgou um vídeo onde os animais aparecem bastante feridos e agonizando. O vídeo, compartilhado através das redes sociais e em grupos do aplicativo de celular WhatsApp, mostram o drama vivido pela mulher que chora ao ver a destruição causada pelo fogo.

“Olha o que eu encontro hoje cedo (...) uma vaca que eu paguei R$ 3 mil. Eu vou ter que chegar ali e cortar a garganta [animal] porque ela não levanta nunca mais. Tudo isso aconteceu enquanto eu dormia cansada depois de um dia de trabalho”, diz a mulher emocionada. Em outro trecho do vídeo, ela mostra um bezerro que apesar de estar em pé agoniza com quase 90% do corpo queimado.“Olha as orelhinhas queimadas dele (...) eu vou ter que matar pro bichinho parar de sofrer (sic)”, chorando lamenta.


“Olha o que eu encontro hoje cedo (...) uma vaca que eu paguei R$ 3 mil. Eu vou ter que chegar ali e cortar a garganta [animal] porque ela não levanta nunca mais. Tudo isso aconteceu enquanto eu dormia cansada depois de um dia de trabalho”, diz a mulher emocionada. Em outro trecho do vídeo, ela mostra um bezerro que apesar de estar em pé agoniza com quase 90% do corpo queimado.“Olha as orelhinhas queimadas dele (...) eu vou ter que matar pro bichinho parar de sofrer (sic)”, chorando lamenta.

O secretário de Meio Ambiente, Ari Antônio Basso, explica que, por se tratar de uma ação criminosa o caso já foi comunicado a Polícia Judiciária Civil do município e a expectativa é que os autores sejam identificados e punidos. “Desde o início do ano a secretária de Meio Ambiente vem promovendo uma série de ações de conscientização como; palestras em escolas públicas e campanhas orientativas que incluíram a confecção de folders, faixas e até de outdoors gigantes. Infelizmente estamos diante de uma cultura criminosa que se arrasta por décadas”, completa.
 
Crime federal
 
O Artigo 41 da Lei Federal 9.605/1998, que trata dos crimes ambientais, estabelece que o ato de provocar uma queimada florestal é punível com pena de dois a quatro anos de reclusão e multa de R$ 3.489,64. Se o ato não for intencional, é caracterizado como culposo, com pena de seis meses a um ano, além da multa.

Em Mato Grosso o período proibitivo de queimadas foi estipulado entre os dias 1º de julho a 30 de setembro. Época em que a umidade relativa do ar atinge níveis muitos baixos e ventos fortes. Se culposo o incêndio, é pena de detenção, de seis meses a dois anos


Aumento no número de queimadas
 
O número de queimadas nos cinco primeiros dias de setembro em Mato Grosso já é maior do que tudo o que foi registrado nos meses de junho e julho de 2017, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe). Ao todo, o satélite do Inpe registrou 2701 focos de queimada em Mato Grosso, o maior número do país até aqui.

Em julho e em junho deste ano, Mato Grosso sofreu com 2041 e 2709 focos de queimada, respectivamente. O número de queimadas registradas na primeira semana de setembro só não conseguiu ser maior que o que foi registrado em agosto, que teve mais de 6 mil focos. Apesar disso, dados do último mês demonstram que Mato Grosso teve uma redução de 20% em relação ao ano passado, a redução no restante da Amazônia Legal foi de 13%.


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