Produtividade está 2,2% maior em MT





Bons índices pluviométricos durante a formação dos canaviais e o tempo seco na hora certa, contribuíram para o bom momento da safra de cana-de-açúcar em Mato Grosso, no atual ciclo, o 2017/18. Segundo dados de mais um levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 2017 vai apresentando uma safra maior em produtividade, produção e área plantada. Por mais um ano, a moagem da matéria-prima imprime o caráter ‘alcooleiro’ da produção mato-grossense, com a maior parte da cana voltada à produção de etanol (hidratado e anidro). 

O segundo levantamento do ano realizado pela Conab e divulgado ontem, destaca que a predominância do clima seco, desde junho, tem favorecido a colheita, e teoricamente, também contribui para a concentração de açúcares na cana-de-açúcar. Diante disso, estima-se que aproximadamente 70% da área estejam colhidas até o final de agosto. Nesse ciclo foram cultivados 29,6 mi hectares, ante 26,7 mil, exibindo uma expansão anual de 11%. Em relação à superfície, Mato Grosso apresenta a 6ª maior área do país. O Estado de São Paulo detém quase 600 mil hectares e é o maior produtor nacional da matéria-prima. 

As lavouras responderam bem ao clima e aos investimentos industriais aliados ao manejo adequado de adubos e fertilizantes, que melhoraram a estimativa de produtividade média da safra 2017/18 para 72.685 kg/ha, número 2,2% superior ao registrado na safra passada, que foi de 71.093 kg/ha. Quanto à produção de cana-de-açúcar, projeta-se volume de 16.940 mil toneladas, número 3,7% maior do que o volume do ciclo 2016/17. 

A queda acentuada na cotação do açúcar, desde o início do ano, mudou o mix de produção das unidades produtivas de Mato Grosso. Na atual safra estima-se uma maior produção de etanol de cana-de-açúcar em detrimento à de açúcar. Dessa forma, projeta-se que o volume total de biocombustível produzido fique em 1.224.638,3 mil litros, divididos entre anidro e hidratado, com 586.680,8 mil litros e 637.957,5 mil litros, respectivamente. 

Em contrapartida, a produção de açúcar deverá cair 1,6%, saindo de 391,2 mil toneladas na safra 2016/17 para 357 mil toneladas na atual. 

O levantamento destaca ainda que o índice de chuvas acima do previsto, no primeiro trimestre desse ano, tenha atrasado o início da colheita na maior parte das áreas, o que poderá comprometer o cronograma de algumas plantas industriais, cujo término dos trabalhos de campo está previsto para o final de outubro, podendo ser estendido para além desse prazo inicial. 

MILHO - A safra 2017/18 registrou maiores investimentos nas áreas agrícolas e industriais. Tal conjuntura se deve aos bons resultados financeiros na safra anterior, quando os preços do açúcar e etanol atingiram patamares elevados. Contudo, vale ressaltar que os recursos não estão sendo destinados apenas ao setor de esmagamento da cana-de-açúcar, mas também ao segmento de moagem do milho. Várias unidades produtivas estão investindo no parque industrial flex, para a moagem tanto do grão quanto da cana-de-açúcar. 

Estima-se que 80% das unidades produtivas no Estado já estão ou pretendem operar em breve com a produção de biocombustível proveniente do cereal. 

É uma tendência consolidada em Mato Grosso, cuja atual abundância da matéria-prima supre adequadamente a produção do etanol e também do DDG (sigla em inglês para grãos secos destilados) a um custo competitivo. 





fonte diario de cuiaba

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