Fiscais do Indea/MT se qualificam para atuarem em municípios com produção algodoeira





Quarenta e sete fiscais do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) participaram de treinamento em Campo Verde (a 120 km de Cuiabá), cujo principal objetivo foi qualificar os técnicos que atuam em municípios com produção algodoeira. Durante um dia, eles estiveram reunidos no Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica do Núcleo Regional Centro Ampa/IMAmt, onde assistiram a palestras de pesquisadores e outros profissionais do Instituto Mato-grossense do Algodão.
A iniciativa de promover o treinamento, segundo Thiago Augusto Tunes, coordenador de Defesa Sanitária Vegetal (CDSV) do Indea-MT, foi tomada em razão "da necessidade de uniformizar procedimentos de fiscalização", baseada na Instrução Normativa Conjunta Sedec/Indea-MT nº 001/2016. Embora tenha sido publicada no Diário Oficial do Estado há mais de um ano (em maio de 2016), essa IN trouxe alterações significativas nas medidas fitossanitárias para controle do bicudo-do-algodoeiro em Mato Grosso, entre elas a inclusão do conceito "planta com risco fitossanitário" em substituição ao conceito de "planta viva".
"O objetivo deste treinamento, realizado em parceria com o IMAmt, foi levar aos fiscais que atuam nos municípios produtores de algodão informações sobre a cultura, pragas, manejo, destruição de restos culturais, capacitando-os para suas atividades", explica Tunes.
Em Campo Verde, os fiscais assistiram a palestras dos pesquisadores Edson Ricardo de Andrade Junior e Jacob Crosariol Netto, de Márcio de Souza, coordenador de Projetos e Difusão Tecnológica do IMAmt, e de Renato Tachinardi, assessor técnico regional do Núcleo Centro. Edson Junior abordou os métodos utilizados pelos produtores mato-grossenses e os técnicos das fazendas para fazerem a destruição da soqueira, medida necessária e obrigatória que antecede o período do vazio sanitário. O entomologista Jacob Netto falou sobre as principais pragas da cotonicultura, como o bicudo-do-algodoeiro, e a importância da destruição de soqueira e do vazio sanitário para evitar a chamada "ponte verde", ou seja, a sobrevivência de insetos e patógenos nos restos culturais do algodão.
Souza e Tachinardi apresentaram o trabalho realizado pelos Grupos Técnicos do Algodão (GTAs), uma estratégia que vem funcionando com sucesso no controle de pragas como o bicudo. Eles destacaram a importância da fiscalização do Indea-MT em prol da sustentabilidade da cotonicultura em Mato Grosso e também comentaram as expectativas dos produtores de algodão em relação aos trabalhos de fiscalização do Indea/MT.
O treinamento contou com uma etapa prática em que os fiscais puderam visualizar no CTDT do Núcleo Regional Centro uma área de lavoura de algodão em que houve a destruição de soqueira em diversas situações. "Com isso, eles puderam visualizar situações que atendem e outras que não atendem a legislação, retratando a realidade que poderão encontrar no campo", comentou o coordenador Thiago Tunes.

Trabalho de orientação - Outra grande mudança trazida pela IN Conjunta nº 001/2016 foi a divisão de Mato Grosso em duas regiões, com datas distintas para o plantio (Calendário de Plantio) e de vazio sanitário, período caracterizado pela ausência de plantas com risco fitossanitário e restrição ao plantio do algodoeiro.
Na Região I, composta por municípios como Rondonópolis (e outros do Núcleo Regional Sul), Campo Verde (e outros municípios do Núcleo Regional Centro) e Primavera do Leste (e outros municípios do Núcleo Regional Centro Leste), o período de vazio sanitário fixou fixado entre 1º de outubro e 30 de novembro. Por isso, a destruição dos restos culturais do algodoeiro nos municípios dessa região deverá estar concluída até 30 de setembro.
Na Região II, da qual fazem parte municípios como Campo Novo do Parecis (e outros do Núcleo Regional Médio Norte), Lucas do Rio Verde e Sorriso (e outros do Núcleo Regional Norte) e Sapezal (e outros do Núcleo Regional Noroeste), o vazio sanitário acontece entre 15 de outubro e 14 de dezembro. Nessa Região, a destruição dos restos culturais deverá estar concluída até 14 de outubro.
Thiago Tunes lembra que, de acordo com a IN Conjunta 001/2016, a destruição dos restos culturais deve se iniciar até 15 dias após o início da colheita, avançando na mesma proporção desta. "Os fiscais do Indea-MT farão visitas educativas com a finalidade de orientar os produtores no cumprimento das medidas fitossanitárias. O objetivo maior é não haver plantas com risco fitossanitário no período estipulado pela legislação, evitando multas para os produtores e reduzindo a pressão de pragas nas lavouras de algodão de Mato Grosso na próxima safra", conclui o coordenador.

 
Fonte: Assessoria de Comunicação da Ampa

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