Com pressão da seca arroba valoriza





A bovinocultura de corte fechou mais uma semana favorável aos pecuaristas de Mato Grosso, registrando novo período sequencial de valorização sobre a arroba bovina. E tudo indica que, desde o fim do primeiro trimestre desse ano, agosto venha a ser um dos melhores momentos do ano até agora, para a comercialização dos animais. Conforme o Boletim de Bovinocultura do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os preços tanto do boi quanto da vaca continuam exibindo valorização, e semana passada, atingiram a maior evolução semanal do ano ao registrar alta de 2,60% na arroba do macho, cotado a R$ 122,04 e 2,30% na fêmea, cotada a R$ 115,22.


Como se observa, a atividade vem sendo beneficiada pela seca, que automaticamente reduz a oferta de animais. Além disso, como particularidade do Estado, nesse ano, após problemas de rentabilidade, muitos pecuaristas tiraram o pé do acelerador, e naturalmente também estão tendo menos animais prontos. Foram quase sete meses em que os frigoríficos – em suma – estiveram tranquilos para realizar suas compras, conseguindo alongar bem suas escalas. Mas agora, a indústria frigorífica começa a sentir os reflexos da seca e congestão que impôs ao mercado.
Como destacam os analistas de pecuária do Imea, a média da escala de abate dos frigoríficos em Mato Grosso atingiu no mês de agosto o menor valor do ano, chegando a 6,16 dias. Vale ressaltar que na quarta-feira, 23, a escala atingiu 5,32 dias.
“A dificuldade em completar escala tem pressionado as indústrias a oferecerem melhores preços aos produtores, e desta forma o boi gordo à vista tem galgado consecutivas valorizações nas últimas semanas, voltando ao patamar dos R$ 123,00/@, fato que não acontecia desde 25 de maio”, argumentam os analistas, por meio do Boletim.
Como a seca não deve dar trégua até o início de outubro e as entregas do segundo giro do confinamento se concentram após o mês de setembro, uma lacuna de oferta se abre no mês de setembro e tal fato pode indicar mais poder de barganha para o pecuarista negociar melhores preços. Isso deve se concretizar, até porque conforme levantamento do próprio Imea, a intenção de confinamento no Estado reduziu, considerando a estimativa inicial e a última apresentada nesse mês pelo Instituto.
No último dia 14, o Imea divulgou sua mais recente previsão para os animais terminados em cocho, e conforme os dados, o número de animais confinados deve cair de 701.850, conforme informado em abril, para 645.728.
Durante a revisão dos dados, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) – que representa a bovinocultura estadual – validou os resultados apresentados pelo Imea, argumentando que apesar do custo da ração estar menor em decorrência da desvalorização do milho, as incertezas do mercado e a desvalorização no preço da arroba fizeram o pecuarista rever o confinamento, pois lá atrás ele teve que tomar a decisão de confinar ou não, e naquele momento o cenário para pecuária estadual era adverso ao produtor e especialmente, ao incremento da oferta. “O produtor está fazendo as contas. Isso mostra amadurecimento do setor em avaliar o custo e previsão de preço. Sem perspectiva de mercado, não tem como investir”, afirmou na época o diretor-executivo da Acrimat, Luciano Vacari. 



fonte diario de cuiaba



    Comente usando o Google
    Comente usando o Facebook

0 comentários:

Postar um comentário

 
Copyright © 2015. Mídia Rural - Todos os Direitos Reservados
Um Projeto: Du Pessoa© Web Sites e Marketing Digital (69) 9366 7066 WhatsApp* | www.dupessoa.com.br