Pecuaristas aprovam retorno de unidade frigorífica em Nova Xavantina



A reabertura de uma planta frigorífica no Estado deverá ter impacto direto em duas das principais regiões produtoras de carne, nordeste e parte do sudeste mato-grossenses. A unidade do grupo Mafrig Global Food de Nova Xavantina reiniciou as atividades ontem e representa uma alternativa para os pecuaristas das regiões que, há mais de cinco anos, só tinham uma empresa em operação para um rebanho de aproximadamente 5 milhões de bovinos. 

A reabertura de plantas frigoríficas é uma das ações defendidas pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) para a retomada do mercado sustentável no setor. O fechamento de unidades desde a crise econômica de 2008 e consequente concentração da indústria frigorífica prejudicaram o mercado da carne, principalmente para os produtores rurais. 

O representante regional da Acrimat em Vila Rica, Anísio Vilela, explica que a retomada de uma unidade ainda é pouco perto do número de plantas que estão fechadas, mas que já representa um avanço. “Neste momento, a reabertura em Nova Xavantina será positiva para todos nós, mas precisamos que mais indústria voltem a abater para garantir um mercado mais justo”. 

Para Teia Fava, pecuarista e representante da Acrimat em Barra do Garças, esta é uma oportunidade para a atividade, um canal a mais de venda que se abre para o produtor. “Imaginamos que agora vamos ter concorrência, com redução na escala de abate e melhores preços para a arroba. É mais competitividade e opção para o pecuarista. Sem falar no impacto para economia da região com a geração de empregos e renda”, afirma Teia Fava. 

De acordo com o grupo Marfrig, a expectativa é que 900 postos de trabalho, diretos e indiretos, sejam criados com a reabertura da unidade de Nova Xavantina. Ainda segundo a empresa, a retomada das atividades foi em função de haver maior oferta de bovinos para abate, provocada, sobretudo, pelas características atuais desse mercado na região. 

PREÇOS - O boletim semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra que os preços da arroba não estão em recuperação e registraram o pior índice nos últimos três anos. Segundo levantamento, a cotação do boi gordo à vista atingiu, no dia 19 de julho, o menor valor desde o dia 5 de setembro de 2014, R$ 114,14/@. 

Apesar da desvalorização na arroba, o Imea estima uma possível melhora no segundo semestre, com a redução temporária da alíquota de ICMS em Mato Grosso para abate em outros estados e recuperação na BM&F/Bovespa, que já opera com alta nas cotações futuras do boi gordo. Nesse mês, o governo do Estado assinou decreto que diminuiu a alíquota de 7% para 4%. 

O presidente da Acrimat, Marco Túlio, destacou que os pecuaristas queriam a isenção da alíquota do boi em pé para que se pudessem ter uma maior competitividade e sustentação de preços. “Queríamos menos, mas estamos satisfeitos com esse percentual de 4%. É um número que já vai ajudar muito a nossa categoria e atende uma demanda da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) no intuito de garantir opções de venda para os produtores do Estado”. 




fonte diario de cuiaba
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