MST ocupa trilhos da Ferronorte e protesta contra problemas ambientais e sociais



Manifestantes ligados ao Movimento Sem Terra (MST) ocupam na maanhã de hoje, 27, os trilhos da ferrovia Ferronorte, na cidade de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.  A medida é um protesto contra as empresas esmagadoras de soja do país e o fomento com a isenção de impostos a elas.  Nesta semana, uma fazenda pertencente ao grupo Amaggi, também no mesmo município,  foi alvo de ocupação.  O grupo Amaggi é adminstrado pela família do ministro Agicultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi.

Segundo o MST, "pensando no desenvolvimento do agronegócio o estado fecha os olhos para a diversidade de problemas sociais e ambientais causados pelos transportes ferroviário de carga, como os impactos amplamente denunciado pela articulação justiça nos trilhos, em relação ao trem da vale".

Ainda conforme o MST, as  ações coordenadas fazem parte da jornada nacional de luta pela Reforma Agrária com o lema "Corruptos, devolvam nossas terras!”. Protestam também contra a violência no campo. Até agora, segundo o movimento, foram 68 vítimas em 2017.

Veja ´íntegra da nota enviada pelo MST

"O governador Pedro Taques ao debater a expansão da ferrovia FERRONORTE (chegando até Lucas do Rio Verde passando por Cuiabá) afirma ser este um sonho antigo dos Mato-grossenses (desde a década de 1970), apenas se esquece que era um sonho voltado para a melhoria da qualidade do transporte das pessoas, e não cortar o estado com ferrovias para gerar mais riquezas apenas ao agronegócio.

O ministro Blairo Maggi ao apresentar a perspectiva da licitação da ferrogrão (estimado em 10 bilhões de reais) representa o interesse das principais empresas que fazem negócio com a comercialização de grãos, incluindo a própria AMAGGI, além de CARGIL, ADM e BUNGE e outras.

A ferronorte, e a ferrogrão integram uma demanda de 04 ferrovias que ampliara o escoamento da soja produzida no Mato Grosso, o que não significará aumento da arrecadação do estado, pois o setor que será contemplado com esse investimento é o mesmo setor que nos últimos 17 anos recebeu quase 40 bilhões de reais em isenções. Além de que a justificativa do aumento de trabalho não se viabiliza, já que segundo a COSAN em 12000 (doze mil) quilômetros de ferrovia a mesma gera apenas 12000 (dose mil) empregos.

Pensando no desenvolvimento do agronegócio o estado fecha os olhos para a diversidade de problemas sociais e ambientais causados pelos transportes ferroviário de carga, como os impactos amplamente denunciado pela articulação justiça nos trilhos, em relação ao trem da vale.

Entendendo ser injusta a relação de promiscuidade entre o agronegócio e o estado, onde apenas as obras  de infraestrutura com objetivo melhorar o desenvolvimento do agronegócio tem prioridade em investimentos, em detrimento das regiões onde não se consolidou este modelo, e em detrimento aos trabalhadores rurais e do serviço publico que vem tendo sistematicamente seus direito negados, principalmente aos reajustes salariais, e do uso de cargos público seja no executivo ou no legislativo para atuar em benefícios próprio, que o MST ocupa no dia de hoje 27/07 (quinta) os trilhos da ferrovia ferronorte". 
Fonte: Olhar Direto
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