Embarques perdem receita em junho





As exportações mato-grossenses encerraram o primeiro semestre desse ano com receita de US$ 8,04 bilhões, cifras 2,07% inferior ao saldo de US$ 8,21 bilhões contabilizado nos primeiros seis meses de 2016. Ainda na comparação anual, puxaram os números da pauta estadual para baixo a brusca redução nos embarques de milho, com retração de mais de 76%, seguido pelos envios de algodão, -33,82%, bem como de cortes de carnes bovina frescas ou refrigeradas, cujo recuo foi de 11,86%. 

O aumento no volume físico de soja em grão exportada elevou nesse semestre a participação da oleaginosa na receita total da pauta. No primeiro semestre do ano passado, por exemplo, os grãos responderam por 56,68% do faturamento, para atuais 67,77% de participação, com a movimentação de quase 1,5 mil toneladas a mais. 

Conforme dados regionais divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), nos primeiros seis meses deste ano, o melhor momento das vendas externas no Estado foi em maio, quando a receita atingiu a maior cifra de 2017: US$ 1,63 bilhão. Em junho, por exemplo, os embarques somaram faturamento de US$ 1,52 bilhão, saldo 6,7% inferior ao registrado em maio, porém, 16% acima do contabilizado em junho de 2016, quando a pauta faturou US$ 1,31 bilhão. 

Entre os produtos que sustentaram a alta anual, está o complexo soja, puxado pelas vendas externas da soja em grão, cuja receita cresceu pouco mais de 17% ante igual acumulado do ano passado. Conforme os dados do MDIC, Mato Grosso movimentou nos últimos seis meses quase um milhão e meio de toneladas a mais da oleaginosa sobre o mesmo momento do ano passado. Sendo assim, a pauta mato-grossense encerra este semestre com o embarque de 14,37 milhões de toneladas (t) ante 12,94 milhões/t. Em cifras, foram faturados US$ 5,45 bilhões contra US$ 4,65 bilhões, diferença que revela o acréscimo de 17% entre um período e outro. 

Ainda dentro do complexo soja (óleo, farelo e grãos), as exportações do óleo também se destacam no período, com alta de 45,63% em relação ao faturamento do primeiro semestre do ano passado. O produto soma em 2017, envios de 130,69 mil/t contra 93,87 mil/t. Em cifras, são US$ 96,12 milhões contra US$ 60 milhões no ano passado. 

Se as carnes bovina frescas ou refrigeradas têm queda anual, os cortes desossados e congelados ampliaram em 12% o faturamento, passando de US$ 353,99 milhões para US$ 399,14 milhões. Em volume físico foram movimentados 98,33 mil toneladas contra 93,72 mil toneladas. 

No complexo carnes (bovina, suína e de aves), se destacam também as vendas de cortes de suínos congelados com ganho de mais de 35% na receita anual. Conforme dos dados do Ministério, as vendas somaram US$ 51,26 milhões ante US$ 37,80 milhões. Em volume, são 19,68 mil/t contra 19,63 mil/t, mostrando como o preço em dólar variou positivamente, já que o volume se manteve praticamente o mesmo. 

DESTINOS – Os maiores parceiros comerciais de Mato Grosso nesse primeiro semestre do ano são, pela ordem: China com compras de US$ 3,73 bilhões, Tailândia com US$ 596,08 milhões, Paises Baixos (Holanda) com US$ 552,83 milhões, Espanha com US$ 422,30 milhões e o Irã, com US$ 358,93 milhões. 

Os chineses ampliaram as compras da pauta estadual, especialmente de soja em grão, em quase 20%. Com o incremento do apetite, a China passou a ser responsável por 46,39% da receita total do Estado, contabilizada nos últimos seis meses. No ano passado, em igual momento, a participação do país era de 37,86%. 

Já em relação a maior expansão percentual o destaque é a Tailândia, com compras ampliadas em 72% em relação ao mesmo período do ano passado. Assim, os negócios passaram de US$ 346,47 milhões para US$ 596,08 milhões. 

IMPORTAÇÕES – Se as exportações mostram números inferiores aos registrados há um ano, no Estado, as importações seguem em direção contrária. De janeiro a junho deste ano, Mato Grosso comprou US$ 194,21 milhões, alta de 37,37% sobre os US$ 141,37 milhões de igual acumulado do ano passado, mas revela também crescimento ainda maior, quando comparado ao realizado em maio, quando o Estado importou US$ 116,89 milhões, o que mostra evolução de 66,14%. 

Nas importações, os maiores parceiros do Estado são: Estados Unidos com US$ 123,62 milhões, Rússia com US$ 90,87 milhões, Canadá com US$ 81,73 milhões, Belarus com US$ 73,59 milhões e Marrocos com US$ 60,19 milhões. 

Desses países, Mato Grosso importa essencialmente insumos para agropecuária como cloreto de potássio, ureia, adubos/fertilizantes com nitrogênio e fósforo e sulfato de amônio. 




fonte diario de cuiaba


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