Ave símbolo do Pantanal, tuiuiú é morto a tiro e 2 pessoas são detidas em MT






Um tuiuiú, que é considerado a ave símbolo do Pantanal, foi encontrado morto nesta terça-feira (30) em uma região de chácaras em Pontal do Araguaia, a 518 km de Cuiabá. Uma ONG de proteção ambiental recebeu denúncias de que a ave teria sido morta com um tiro depois de se alimentar de peixes de uma propriedade particular. A ave pode chegar a 1,60 metro de altura e mede até 3 metros de uma asa a outra.


Segundo a Polícia Civil, duas pessoas foram detidas, prestaram depoimento e foram liberadas. Francisco Cândido da Silva, membro da ONG Amigos dos Animais, disse que foi chamado para resgatar o animal, a princípio ferido em uma rede de energia.
“Quando eu cheguei ele já estava morto. Levantei a asa e vi que tinha um ferimento, como um tiro, embaixo da asa. Alguns vizinhos disseram que ele teria comido peixes de uma lagoa e uma pessoa deu o tiro”, relatou Francisco ao G1.
De acordo com a ONG, o animal teria sido baleado na propriedade e acabou caminhando e cambaleando até duas quadras do local, onde morreu.

A Polícia Militar foi chamada e conduziu algumas pessoas, além do corpo do animal, para a delegacia da Polícia Civil em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. O delegado que atendeu o caso, Renato Resende do Nascimento, explicou que um laudo deve apontar as causas da morte do tuiuiú.
“Um homem e uma mulher, que seriam dessa chácara, foram ouvidos. A ave foi encontrada a duas quadras [da propriedade]. Os policiais foram na chácara para ver se encontravam a arma de fogo, mas não tinha nada, os proprietários não deixaram ver se tinha algum tipo de arma”, disse o delegado.
Uma veterinária deve fazer uma análise no corpo da ave para identificar a causa da morte e confirmar se o animal foi baleado. “Essas pessoas [da chácara] disseram que estavam apenas soltando bombinhas para assustar o animal, só que, em contrapartida, existe essa informação do disparo de arma de fogo”, frisou.
As duas pessoas conduzidas negaram que atiraram no animal. Elas assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), foram liberados e devem responder por crime contra a fauna.

FONTE G1MT

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