Produtores paraguaios protestam contra imposto de 10% sobre soja no país; presidente diz que não sancionará a lei



Em visita ao departamento de Alto Paraná, no Paraguai, o presidente do país, Horacio Cartes, disse que não irá promulgar o projeto de lei que prevê um imposto de 10% sobre a exportação de soja.
Nesta quinta-feira (22), o projeto foi aprovado pelo Senado, taxando a soja em seu estado natural. De imediato, a ministra da Fazenda, Lea Giménez, disse que, se a lei for aprovada em ambas as câmaras do Congresso, o Executivo irá vetar a lei.
Na ocasião, Giménez disse: "posso dizer, com segurança, que se um imposto sobre a exportação do grão em estado natural for aprovado, o Poder Executivo será obrigado a vetar tal proposta porque ela será muito danosa para a economia em seu conjunto e nefasta para os pequenos e médios agricultores".
Ontem, mais de 10 mil tratores se instalaram no acostamento das principais estradas do país. Considerado um dos maiores "tratoraços" da história, o protesto seguiu por departamentos como Canindeyú, Alto Paraná, Itapúa, Caaguazú, San Pedro e Misiones.
Agustín Konrrad, presidente da Cooperativa Colonias Unidas, afirmou que a aprovação do projeto "acabaria com o setor que sustenta a economia nacional".
"O pessoal que trabalha, o pessoal honesto neste país não é tido em conta", disse Héctor Cristaldo, presidente da União de Grêmios da Produção (UGP) do Paraguai. A respeito da mobilização do campo, ele disse: "Nós vamos seguir com nosso plano original. As pessoas estão indignadas e se sentem roubadas pelos políticos".
A UGP alertou a Horacio Cartes para "não apostar em políticas erráticas que funcionaram mal em outros países e que, agora, buscam ser implementadas no Paraguai".
Entenda o caso
Ontem, com 24 votos a favor e 17 votos contra, uma abstenção e três ausências, foi aprovada a geral do projeto, com modificações, para a implantação do imposto de 10% sobre a exportação da soja no Paraguai, a partir de moção feita pelo senador Juan Darío Monges.
Entretanto, não houve acordo a respeito do seu tratamento, fazendo com que a sessão ordinária não tivesse quorum. 25 senadores se retiraram, uma vez que estes acreditavam que as mudanças no regulamento interno estabelecidas na quinta passada, embora os demais não tivessem reconhecido tal mudança.



fonte noticia agricolas
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